Mercados

Ibovespa recua com exterior e cenário político; dólar sobe a R$ 5,14

14 set 2026, 17:19 - atualizado em 14 set 2026, 17:57
mercado morning ibovespa wall street
((Imagem: iStock/MF3d)

O Ibovespa (IBOV) começou a semana em baixa com a cautela no exterior, diante da continuidade do conflito no Oriente Médio pressionando as cotações do petróleo, além da disparada nos títulos dos Estados Unidos. O cenário político doméstico também segue no radar dos investidores.

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Nesta segunda-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1479, com alta de 0,44%.

Por aqui, os investidores continuaram de olho no cenário eleitoral e nos riscos políticos. A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47%, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 46%, no segundo turno. Na semana anterior, Lula tinha 45% e Flávio 46%.

Já no levantamento da Quaest, Lula tem 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 42% em um eventual segundo turno.

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Também seguem no noticiário os ruídos no Supremo Tribunal Federal (STF), com a relação entre integrantes da corte o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, além dos desdobramentos do envio de emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”.

De acordo com o analista de investimentos da Nomad Luca Girardi, o Ibovespa acompanhou a baixa no exterior. “A elevação das curvas globais de juros pressionou os setores mais cíclicos, como o de construção civil, enquanto nomes defensivos se mantiveram resilientes”, afirma.

Hoje, o rendimento do tesouro dos Estados Unidos de 10 anos avançou para 5,004%, o maior nível desde 2023.

Altas e quedas do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por CSN Mineração (CMIN3), com baixa de 6,85% (R$ 6,26), em linha com o minério de ferro, juros longos mais elevados e menor apetite por ativos cíclicos, na avaliação do sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos.

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Já a ponta positiva do índice foi encabeçada por Totvs (TOTS3), com alta de 4,34% (R$ 34,37).

As blue chips também fecharam o pregão no tom negativo. As ações da Petrobras (PETR4;PETR3) fecharam sem direção única, apesar do avanço do petróleo Brent. PETR3 caiu 0,48% (R$ 54,26) e PETR4 avançou 0,22% (R$ 49,11).

O setor de bancos também perdeu o ritmo de ganhos: o Índice Financeiro (IFNC) teve queda de 0,31%, puxada por Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 1,29% (R$ 22,20).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, desabou 3,48% (R$ 75,48), sendo a ação mais negociada da B3 no pregão de hoje.

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Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (14) em queda, com preocupações sobre a inteligência artificial (IA), petróleo ainda acima de US$ 100 e expectativa por decisão de juros.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,29%, aos 52.421,28 pontos;
  • S&P 500: -0,48%, aos 7.619,95 pontos;
  • Nasdaq: -0,56%, aos 26.186,413 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam majoritariamente em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 0,49%, aos 635,99 pontos.

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Na Ásia, os índices terminaram sem direção única: o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,81%, aos 63.492,99 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,45%, aos 24.917,60 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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