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Sobe ou desce? Relatório do USDA sinaliza suporte para milho e soja, aponta analista

14 set 2026, 17:48
soja milho (4) (1)
(iStock.com/Aaron Yoder)

O novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na última sexta (11) reforçou os fundamentos que sustentam os preços do milho e da soja, embora as altas acumuladas abram espaço para correções. A avaliação é de Luiz Fernando Gutierrez, analista da Hedgepoint Global Markets, que considera o documento levemente altista para o milho e de neutro a levemente altista para a soja.

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Enquanto o milho encontra apoio na redução da safra e dos estoques americanos, a soja tem na demanda por exportação um fator de sustentação, mesmo com o aumento da estimativa de produção nos Estados Unidos.

Para Gutierrez, os ajustes não representaram grandes surpresas em relação ao que o mercado esperava. Ainda assim, os números não sustentam uma leitura baixista para os grãos.

Milho: safra menor e exportações fortes dão suporte

No milho, o USDA confirmou a expectativa de redução da produção e dos estoques americanos. Segundo o analista, o corte na safra foi mais expressivo do que o ajuste nos estoques, o que justifica uma avaliação apenas levemente altista para o relatório.

O patamar de estoques abaixo de 40 milhões de toneladas mencionado por Gutierrez, combinado à força das exportações, ajuda a sustentar as cotações.

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“Não vejo o milho apontando para baixo no curto e médio prazo”, afirma.

O analista ressalta que, após a valorização já registrada, existe espaço para correções. Mas a produção menor, os estoques mais apertados e a demanda externa continuam oferecendo apoio ao mercado.

Na leitura de Gutierrez, esse suporte vem principalmente dos fundamentos do próprio milho. Fatores indiretos, como o comportamento do mercado de energia, também exercem influência, mas têm um papel secundário nesse momento.

Soja: demanda ganha peso mesmo com produção maior

Para a soja, o USDA elevou ligeiramente a estimativa de produção americana, enquanto a maior parte do mercado esperava uma pequena redução. O movimento, porém, já era considerado por alguns participantes, inclusive após os números apresentados pela Pro Farmer no fim de agosto.

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O principal ponto positivo, segundo Gutierrez, é que o aumento da oferta veio acompanhado de uma redução dos estoques, sustentada pela maior demanda por exportação.

“Mesmo que a oferta esteja crescendo nos Estados Unidos, o estoque está caindo”, destaca.

O analista cita a demanda forte e novas compras chinesas entre os fatores que dão suporte à soja. Também coloca no radar possíveis novidades em um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, mencionado por ele como previsto para o fim de setembro.

Nesse cenário, a demanda tem mais peso na sua avaliação do que o aumento da safra americana.

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A revisão da produção para cima, no entanto, pode ter aberto espaço para investidores reduzirem posições compradas e realizarem lucros após as altas. Para Gutierrez, esse movimento ajuda a explicar a correção recente, sem indicar uma mudança dos fundamentos que sustentam os preços.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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