Embraer (EMBJ;EMBJ3) não atingiu o teto: Itaú BBA eleva preço-alvo e vê espaço para mais
O Itaú BBA elevou o preço-alvo da Embraer (EMBJ;EMBJ3) para US$ 95, com potencial de valorização de 23,2%, mantendo a recomendação de compra. O valor em dólar se refere aos ADRs (recibo de depósito americano) das ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE).
A fabricante brasileira de aeronaves é, há algum tempo, a principal escolha do BBA. Para a equipe de analistas liderada por Daniel Gasparete, a história da companhia ainda não chegou ao fim, ainda que esteja sendo negociada nas máximas históricas e valorização de 33% em dólares nos últimos dois meses.
“O momentum dos resultados continua excepcional, com alta visibilidade para um crescimento anual de aproximadamente 15% do EBIT (lucro antes de juros e impostos) até 2030 e espaço para novas revisões positivas das estimativas”, ponderam os analistas.
Com o consenso ainda abaixo das projeções do Itaú BBA, além de um forte pipeline de pedidos e o interesse de investidores estrangeiros e locais, os analistas ainda veem espaço para “ganho de altitude”.
Negociada atualmente a um recorde de 11,7 vezes o EV/Ebitda projetado para os próximos 12 meses, a corretora reconhece que a ação está longe de ser barata, mas poucas empresas oferecem visibilidade comparável para os resultados.
“Projetamos crescimento anual de aproximadamente 15% do EBIT até 2030, nossas estimativas estão acima tanto do guidance quanto do consenso de mercado, e ainda há espaço para uma nova elevação do guidance no terceiro trimestre de 2026. Sustentada por gargalos persistentes na indústria, um pipeline saudável de pedidos e uma base de investidores em expansão, acreditamos que ainda há espaço para a ação continuar avançando”, diz.
O BBA está próximo do consenso para o EBIT de 2026 e 8% acima do consenso para 2027, ficando ligeiramente acima do guidance de EBIT da Embraer para este ano. A visão visão mais otimista é impulsionada por um crescimento superior da receita no segundo semestre.
2T26 da Embraer
A Embraer divulgou lucro líquido de ajustado de R$ 1,11 bilhão referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26), um crescimento sobre os R$ 890,3 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
O lucro líquido ajustado é uma medida não-GAAP, calculada pela soma do lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer mais o ajuste para itens não recorrentes. No caso, a companhia excluiu itens extraordinários de R$ 29,4 milhões referentes aos resultados da Eve, em comparação a R$ 890,3 milhões no mesmo período do ano anterior.
O Ebitda (luco antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, chegou a R$ 1,81 bilhão no período de abril a junho deste ano, ante R$ 1,39 bilhão registrado no segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada ficou em 16%.
Já o Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado totalizou R$ 1,51 bilhão no trimestre, crescimento sobre os R$ 1,08 bilhão reportados pela Embraer um ano antes. A margem Ebit ficou em 13,4%.
As receitas totalizaram R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre do ano, um recorde para um segundo trimestre da fabricante de aeronaves, um aumento de 10% na comparação anual.
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