EscolaCripto: entenda o sucesso por trás dos NFTs, ativos exclusivos e digitais

EscolaCripto
05/11/2020 - 9:34
Entenda a febre por trás dos gatinhos virtuais, capitalização de obras de arte, IPOs humanas e cards colecionáveis com este artigo exclusivo pela equipe da EscolaCripto (Imagem: Twitter/CryptoKitties)

O blockchain proporcionou uma infraestrutura econômica que agrega valor aos ativos de uma forma nunca antes vista.

Agora, podem ser transferidos e negociados virtualmente, ultrapassando barreiras e criando inúmeras possibilidades, que são tão enormes como o potencial de inovação e disrupção, que se mostram cada vez mais fortes.

Entre as novidades que foram possíveis graças a essa tecnologia estão os non-fungible tokens (NFTs), ou tokens não fungíveis, que são itens digitais exclusivos emitidos em um blockchain.

São itens semelhantes a produtos com edição limitada e que possuem identificadores que apontam para informações exclusivas, como autor, aparência e demais características.

Os NFTs são seus próprios certificados pois, por meio de contratos inteligentes, é possível verificar publicamente sua autenticidade.

E um token fungível? Nessa categoria de token se encaixa o bitcoin. Ele é intercambiável com outros tokens do mesmo tipo, ou seja, pode ser enviado e recebido de volta sem que a pessoa consiga perceber a diferença. Ele continua sendo um bitcoin e o que importa é seu valor de mercado.

Os tokens não fungíveis podem digitalmente representar coleções, obras de arte, “trading cards”, terrenos virtuais e até ativos físicos, como artigos de luxo.

São itens distinguíveis uns dos outros e, embora dois itens possam parecer idênticos, cada um terá informações ou atributos exclusivos que os tornam insubstituíveis e o seguinte ponto os torna mais interessantes:

Por serem colocados no blockchain com um número de série, características de escassez são conferidas ao ativo, que podem torná-lo muito valioso.

Por definição, um token pode representar qualquer coisa digitalmente.

Sendo assim, qual seria a aparência de uma passagem de avião, por exemplo? Que informações esse token deve conter? Uma gama de dados específicos, como o nome do passageiro, horário da partida, rota, companhia aérea e assento, ou seja, trata-se de uma passagem de avião única, que não pode ser substituída.

Ao tokenizar esse ticket, surge então um token único, com dados exclusivos que o difere de todos os outros. O blockchain garante que as informações confidenciais permaneçam intactas e não possam ser alteradas.

Os tokens fungíveis costumam ser criados usando um padrão chamado ERC-20. Em contraste com esse padrão, os tokens não fungíveis são frequentemente construídos usando um padrão chamado ERC-721.

Além disso, não são negociados em bolsas de criptomoedas padrão. Em vez disso, são comprados ou vendidos em mercados digitais, como o Openbazaar.

Embora a Ethereum tenha sido a primeira a ser amplamente usada, agora NEO, EOS e TRON também têm padrões NFT.

Em julho deste ano, esse mercado ultrapassou US$ 100 milhões em volume pela primeira vez desde seu surgimento. Em 2017, mostrou-se como um mercado com grande potencial em se tornar uma grande indústria.

Os colecionáveis ​​CryptoKitties foram alguns dos primeiros tokens não fungíveis. Cada gato baseado em blockchain é único.

As informações exclusivas de um token não fungível, padrão ERC-721, como um CryptoKitty, são armazenadas em seu contrato inteligente e gravadas imutavelmente no blockchain do token.

Gatinhos virtuais e a escassez digital

Outro exemplo de token não fungível é o token LAND, da Decentraland, que representa um mundo virtual baseado em blockchain, semelhante ao Second Life.

Cada token LAND representa uma parcela de terreno virtual identificado por suas coordenadas de mundo virtual.

SuperRare é outro projeto de blockchain que cria tokens não fungíveis para que artistas digitais vinculem um token a uma imagem ou GIF que criaram.

Esse token representa a propriedade da arte digital criada e possibilita ao autor a retenção e o registro dos direitos autorais. Os tokens e, portanto, a arte podem ser comprados e vendidos como obras de arte físicas de forma muito mais livre.

No final de 2017, o mercado de NFTs tinha uma capitalização de mercado de pouco mais de US$ 30 milhões.

Um ano depois e, apesar de um mercado de baixa ao longo de 2018, o mercado de NFTs cresceu cerca de 480%, US$ 180 milhões. Em 2019, o mercado subiu cerca de 17%, (US$ 210 milhões).

Para 2020, a estimativa do site NonFungible é de um crescimento de 50%, com uma capitalização de mercado de quase US$ 315 milhões.

Após o CryptoKitties, a possibilidade de criação de escassez digital verificável para ativos exclusivos ganhou destaque e resultou no crescimento do ecossistema de tokens não fungíveis, com o aparecimento de marketplaces, games e colecionáveis.

Começando modestamente em meados de 2018, o número de usuários de itens raros no marketplace OpenSea recentemente chegou a 20 mil, uma trajetória considerável.

A plataforma lista atualmente mais de 10 milhões de ativos em 300 tipos divididos em categorias como:

– nomes de domínio;
– arte;
– trading cards;
– colecionáveis;
esportes.

Tokenização: você lançaria uma IPO da sua própria vida?

A OpenSea desempenha um papel importante, ajudando a fornecer liquidez e acessibilidade para os ativos. O volume de negociação na plataforma cresceu 20 vezes, o maior registro desde o seu primeiro lançamento, com um volume máximo de mais de US$ 1,8 milhão em outubro de 2019.

Até julho, a OpenSea havia negociado uma média mensal de mais de US$ 1 milhão em volume de negociação.

É muito interessante ver as novas possibilidades que o ecossistema descentralizado, viabilizado pelo blockchain, tem apresentado ao mundo, como, inicialmente, as ofertas iniciais de moeda (ICOs) e, mais recentemente, as Finanças Descentralizadas (DeFi).

Agora, NFTs, embora ocupem um pequeno nicho, proporcionam mais uma forma de as pessoas utilizarem a internet para a transferência de valor, criando uma economia virtual, a chave para a transmissão de riqueza entre as gerações nos próximos anos.

NFTs representam, assim, mais uma nova porta de entrada para a adoção dos criptoativos e produtos descentralizados.

Os tokens não fungíveis têm um mundo cada vez mais digital a seu favor e provam a capacidade do blockchain em ser uma tecnologia que quebra barreiras e proporciona, a qualquer pessoa ao redor do mundo, a oportunidade de participar e investir.

Aqueles que entenderem as vantagens da criptoeconomia terão uma melhor compreensão do real valor do seu próprio dinheiro, das armadilhas das finanças tradicionais e da censura.

Entenda o que é tokenização de ativos e ouça a edição sobre NFTs do podcast Crypto Storm, com a participação de João Hazim, cofundador da EscolaCripto.

Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 05/11/2020 - 16:49

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