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WEG (WEGE3) reconhece pressão das tarifas de Trump, mas mantém confiança no crescimento

23 jul 2026, 14:12
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(Imagem: Divulgação WEG)

Os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) da WEG (WEGE3) agradaram analistas do mercado, com destaque para a resiliência das margens mesmo diante de fatores adversos. Para a segunda metade do ano, as atenções se voltam para o impacto das tarifas de Donald Trump no desempenho da companhia.

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Na quarta-feira (22) teve início a aplicação das tarifas de 25% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros.

A medida, anunciada na última semana, taxa uma lista de produtos brasileiros exportados. Mercadorias como carne bovina, café, aeronaves e outros, considerados essenciais para o consumidor e indústria americana, ficaram isentos das tarifas.

Em teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira (23), os executivos reconheceram que a valorização do real reduz o crescimento da receita quando convertida para reais, embora a companhia continue registrando crescimento nas operações internacionais em moedas locais.

De acordo com André Salgueiro, diretor de finanças e relações com investidores, a companhia terá que lidar com um câmbio capaz de gerar menor crescimento em relação à expectativa existente no início do ano.

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Apesar disso, ele pontua que a demanda continua positiva no exterior, com boa entrada de pedidos de equipamentos de ciclo longo no segmento industrial e nos negócios de transmissão e distribuição.

Sobre as tarifas, o vice-presidente administrativo-financeiro da companhia, André Rodrigues, pontua que, diante do cenário atual, podem ocorrer impactos na margem consolidada da companhia.

“De qualquer maneira, todo mundo aqui na WEG continua trabalhando para mitigar esses impactos, utilizando a diversificação do footprint global da companhia e avaliando a estratégia comercial conforme for necessário para esse efeito de mitigação”, afirma. Ele destaca ainda que é difícil estimar o impacto de longo prazo das tarifas.

Buscando mitigar os efeitos, a companhia vem redistribuindo a produção entre Brasil, México e Estados Unidos e adapta continuamente a estratégia comercial.

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O México, segundo a administração, vem tomando a posição de principal plataforma de fornecimento de produtos de equipamentos para os EUA, ocupando 41% dos envios, enquanto um terço do que é adquirido pelo mercado americano é produzido no próprio país e o Brasil representa entre 20-21%.

A WEG reafirmou sua expectativa de investimentos para o ano de R$ 3,6 bilhões em ativos imobilizados, além de R$ 22,4 milhões em ativos intangíveis.

2T26 da WEG

A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, um recuo de 2,1% ante o mesmo período do ano anterior e avanço de 7% sobre o último trimestre.

A cifra veio em linha com as expectativas do mercado. Projeções reunidas pela Bloomberg apontavam para um lucro de R$ 1,5 bilhão no período.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, somou R$ 2,21 bilhões no período de abril a junho, um recuo também de 2,1% na comparação anual. Quando comparado com o último trimestre, há um avanço de 5,2%.

A margem Ebitda registrou recuo de 0,3 ponto percentual, a 21,8% no segundo trimestre deste ano.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG alcançou 33,6%, um leve avanço de 0,7 ponto percentual quando comparado com o mesmo período em 2025.

A receita operacional líquida da WEG recuou 0,6% no ano, para R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre de 2026. Na comparação trimestral, no entanto, houve avanço de 7,1%.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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