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Ibovespa avança 1% com acordo entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (15)

15 jun 2026, 10:19 - atualizado em 15 jun 2026, 10:26
mercado morning ibovespa wall street
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão em alta, acompanhando o otimismo no exterior, com o avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a finalização de um acordo de paz, que deve ser assinado na próxima sexta-feira (19).

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com ganho de 1,21%, aos 173.196,05 pontos.



O dólar à vista opera em baixa ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,0415 (-0,40%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha queda de 0,26%, aos 99.488 pontos,

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (15)

1 – Boletim Focus

Segundo o Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 avançou pela décima quarta semana consecutiva, e atingiu 5,30%, ampliando a distância em relação ao teto da meta inflacionária (4,5%) e reforçando a percepção de que o processo de desinflação continua desafiador.

Para 2026, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram de 5,11% para 5,30%. Para 2027, a estimativa avançou de 4,03% para 4,10%. Já para 2028, houve nova alta, de 3,65% para 3,68%.

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O juro básico, a taxa Selic, também voltou a subir, com a previsão para 2026 passando de 13,50% para 13,75%. Para 2027, a expectativa avançou de 11,50% para 12,00%. Já para 2028, a estimativa subiu de 10,00% para 10,25%.

A estimativa para o dólar ao fim de 2026 passou de R$ 5,15 para R$ 5,20. Para 2027, a projeção avançou de R$ 5,20 para R$ 5,25. Em 2028, a expectativa permaneceu em R$ 5,30, enquanto para 2029 houve alta de R$ 5,35 para R$ 5,40.

Já a mediana para a atividade teve revisão para cima: a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,91% para 1,96%.

2 – Pesquisa BTG/Nexus

Segundo pesquisa eleitoral BTG/Nexus divulgada hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixaram o empate técnico e agora o petista tem seis pontos percentuais de vantagem sobre o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno. O levantamento também apontou manutenção da liderança de Lula nos cenários de primeiro turno.

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Em uma das simulações de primeiro turno, Lula aparece com 42%, ante 40% na pesquisa anterior em maio, ao passo que Flávio soma 33%, ante 35%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 4% cada, Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) somam 2% cada, ao passo que Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1% cada. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e 3% não souberam ou não responderam.

Em um segundo cenário, Lula tem 43%, ante 41% em maio, e Flávio soma 34%, ante 35%. Renan Santos tem 5%, Caiado aparece com 4% e Zema e Joaquim Barbosa têm 3% cada. Brancos, nulos e nenhum somam 6%, e 2% não souberam ou não responderam.

Já em relação a um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente venceria por 49% a 43%, vantagem acima da margem de erro que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, o placar favorável a Lula era de 47% a 43%, em empate técnico no limite da margem de erro, portanto.

3 – Política monetária no Brasil e nos EUA

O mercado acompanha com atenção a decisão de juros no Brasil, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), e pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), nos Estados Unidos, diante da deterioração do cenário inflacionário com a guerra no Oriente Médio, que pressionou os preços de combustíveis e energia a nível global.

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A reunião nos EUA marca a primeira comandada pelo novo chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, que deve lidar com uma postura mais conservadora, ou hawkish, dos colegas. A expectativa é de manutenção nos juros norte-americanos.

No Brasil, o mercado avalia que o espaço para corte na Selic reduziu, mas a maioria das instituições ainda prevê nova redução de 0,25 ponto percentual em junho.

4 – Petróleo em queda

Diante do avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, com previsão de assinatura de um acordo de paz entre os países na próxima sexta-feira (19), os preços do petróleo operam em forte baixa, com o Brent próximo dos US$ 83.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caíam 4,84%, a US$ 83,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 5,36%, a US$ 80,33 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Acordo de paz no Oriente Médio

De acordo com o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, Estados Unidos e Irã declararam o fim imediato e permanente de todas as operações militares. Além disso, a assinatura do acordo está prevista para ser assinada na sexta-feira.

No entanto, Israel, que não fez parte do acordo seguiu com ataques ao Líbano, que é considerado parte integrante das negociações de paz pelo Irã.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, o rascunho do memorando menciona o Líbano por três vezes, ao exigir o fim da guerra em todas as frentes, bem como o respeito à sua soberania e integridade territorial.

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Esmaeil Baghaei disse que visitas diplomáticas a países da região estão na agenda de Teerã, antes da assinatura do acordo prevista para sexta-feira em Genebra, na Suíça.

“Quanto à forma e ao mecanismo de assinatura do memorando de entendimento, uma decisão final será tomada hoje e amanhã, e seus resultados serão anunciados oficialmente”, acrescentou.

Israel não se retirará do território que ocupou no Líbano e, caso o Irã ataque Israel devido aos acontecimentos no Líbano, Israel retaliará, afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em comunicado divulgado na segunda-feira.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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