Mercados

Ibovespa futuro avança com alívio nos Treasuries, mas cenário eleitoral fica no radar; dólar cai

21 set 2026, 9:12 - atualizado em 21 set 2026, 9:18
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o primeiro pregão da semana em alta com queda dos preços do petróleo e alívio no rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries. Após a abertura, o INDFUT subia 0,37%, aos 187.745 pontos.

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Já o dólar à vista abriu a R$ 5,1313 (-0,25%), acompanhando o movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava com leve baixa de 0,01% aos 100.215 pontos por volta de 9h (horário de Brasília).

“O ambiente externo mais favorável pode apoiar o Ibovespa, o real e a curva de juros, embora a queda do petróleo deva limitar o desempenho das ações ligadas à commodity“, destaca a equipe de analistas da Ágora Investimentos.

O que pode impactar o mercado hoje?

Com a proximidade das eleições, as pesquisas eleitorais continuam a concentrar as atenções dos investidores ao longo da semana.

Pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira, mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% e Flávio Bolsonaro (PL), com 37%, no primeiro turno, com o presidente numericamente à frente do o senador, com 46% a 45% em um eventual segundo turno entre os candidatos.

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Lula deve discursar na Assembleia Geral da ONU nesta semana, enquanto a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) tem novos desdobramentos.

No cenário macroeconômico, o mercado fica à espera de uma nova bateria de dados, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de setembro, Relatório de Política Monetária do Banco Central e ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Hoje, no primeiro Focus depois do corte da Selic para 13,75% ao ano, os economistas consultados pelo Banco Central reduziram a expectativa para a taxa de básica de juros para 13,50% em dezembro. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%, e cortou a estimativa para o PIB de 1,89% para 1,88% neste ano.

No exterior, o mercado acompanha o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping na reta final da semana, enquanto monitoram novas falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Petróleo a US$ 100

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Os preços do petróleo ameaçam perder o nível de US$ 100, no quarto dia de perdas consecutivas, à medida que os investidores avaliavam os impactos dos ataques na Arábia Saudita e dos houthis do Iêmen — apoiados pelo Irã — em contraposição a relatos de que barris adicionais de petróleo saudita poderiam chegar aos mercados globais e amenizar as preocupações com a oferta.

No fim de semana, Trump disse que estaria aberto a se encontrar com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian na Assembleia Geral da ONU nesta semana, em entrevista à Fox News. Ele também afirmou que decidiu, por enquanto, não bombardear os houthis, segundo reportagem do The New York Times.

Nesta manhã, os preços do barril operam em queda. Confira, por volta de 9h (horário de Brasília):

  • Brent para novembro: -2,59%, a US$ 101,14 o barril
  • WTI para outubro: -2,63%, a US$ 97,66 o barril

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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