Fintech

Revolut anuncia investimento de US$ 1 bilhão na América Latina e coloca Brasil no centro da expansão

05 nov 2026, 23:05
Cartão Ultra, do Revolut. Foto: Divulgação

A Revolut anunciou nesta quinta-feira (05) que prepara um investimento inicial de US$ 1 bilhão na América Latina para acelerar sua expansão na região. Brasil e México estão entre os principais mercados da estratégia, que também prevê a entrada em Colômbia, Peru e Argentina.

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A ambição da fintech britânica é que a região responda por um em cada quatro novos clientes conquistados no mundo em 2027.

O plano foi apresentado por executivos da companhia durante um encontro com jornalistas em São Paulo nesta noite.

Segundo Carlos Daniel Urrutia, head de expansão global da Revolut, a América Latina ganhou importância na estratégia internacional da empresa, que já reúne 80 milhões de clientes globalmente.

De acordo com os executivos, o aporte de US$ 1 bilhão não será destinado exclusivamente à oferta de crédito.

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Os recursos devem financiar a expansão das operações como um todo, incluindo o desenvolvimento dos negócios e a estruturação das equipes e dos serviços em cada mercado.

Além disso, segundo os executivos, o montante total ainda poderá crescer à medida que os projetos avancem.

Brasil e México concentram parte importante da estratégia

O Brasil já é a maior operação da Revolut em termos de estrutura na América Latina, embora a empresa não divulgue o número de clientes no país. A fintech também vê o mercado brasileiro como um dos principais motores de crescimento para os próximos anos.

Um dos destaques locais é o desempenho do plano Ultra, modalidade premium que reúne benefícios como acúmulo de milhas, experiências e gift cards. De acordo com Ignacio Zunzunegui, diretor de crescimento da Revolut, o Brasil é atualmente o mercado em que a base de usuários do produto mais cresce.

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“Se tivessem me dito isso no início, quando lançamos, eu não teria acreditado”, afirmou o executivo.

No México, a Revolut alcançou 1 milhão de clientes em oito meses de operação, após o lançamento em janeiro deste ano.

Um dos fatores apontados pela companhia para a rápida expansão foi a entrada no país já com licença bancária completa, o que permitiu oferecer um portfólio mais amplo de produtos desde o início.

A experiência deve orientar os próximos passos da fintech na região. Em vez de começar com poucos serviços e ampliar a oferta gradualmente, a empresa pretende entrar em novos mercados com uma gama mais abrangente de soluções financeiras.

Colômbia, Peru e Argentina na próxima etapa da Revolut

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A expansão latino-americana já tem próximos destinos definidos. Na Colômbia, a Revolut obteve autorização bancária completa e está na fase final de testes internos e externos antes de iniciar as operações.

Na Argentina, a fintech europeia adquiriu um banco inativo, anteriormente denominado Banco Argentina, assumiu seu controle operacional e pretende rebatizá-lo como Revolut Bank Argentina.

A expectativa é começar a oferecer contas em meados do segundo semestre de 2027.

No Peru, a companhia recebeu a primeira etapa da autorização regulatória para constituir um banco e avançar para a auditoria pré-operacional.

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O Chile também está no radar, mas ainda não há previsão para o início das atividades no país. “É uma questão de quando, não de se”, disse Urrutia.

Segundo os executivos, a escolha dos mercados leva em conta fatores como potencial de digitalização dos serviços financeiros, perfil demográfico da população e condições regulatórias para a entrada de novos concorrentes.

Crédito entra no plano, mas Revolut quer controlar riscos

Além de conquistar novos mercados e clientes, a Revolut pretende ampliar a oferta de crédito na América Latina.

A companhia vê empréstimos e financiamentos como produtos relevantes para aprofundar o relacionamento com os consumidores da região, mas afirma que pretende avançar sem elevar excessivamente a exposição ao risco.

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“Vemos o crédito como uma necessidade fundamental dos clientes nesses mercados e queremos aprofundar sua penetração”, afirmou Urrutia.

Segundo o executivo, a orientação é manter o risco do balanço patrimonial o mais baixo possível, recorrendo também a instrumentos disponíveis no mercado para administrar a exposição.

De acordo com Glauber Mota, CEO das operações no Brasil, a relação entre empréstimos e depósitos da Revolut ainda está entre 3% e 4%, o que, na avaliação da companhia, deixa espaço para ampliar a operação.

Uma das ferramentas previstas para administrar os riscos é a securitização de carteiras. A ideia é expandir a oferta de crédito sem concentrar todo o risco dos empréstimos no balanço da fintech.

Revolut quer chegar a 100 países

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A expansão na América Latina faz parte de um plano mais amplo de transformar a Revolut em um banco global.

Atualmente, a empresa opera em 40 mercados e tem como meta de longo prazo estar presente em até 100 países, com licenças bancárias completas em todos eles.

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Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil em 2025 e 2026. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.
Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil em 2025 e 2026. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

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