Mercados

Ibovespa sofre realização de lucros e quebra sequência de altas

11 nov 2020, 18:08 - atualizado em 11 nov 2020, 19:01
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O mercado está forte, nossa visao é bem positiva, o final de ano tende a ser bem positivo (Imagem: B3/Linkedin)

O Ibovespa (IBOV) teve uma queda discreta nesta quarta-feira, reflexo de realização de lucros, quebrando uma sequência de seis pregões de alta, com Braskem (BRKM5) entre as maiores quedas após forte prejuízo trimestral, enquanto Via Varejo (VVAR3) avançou cerca de 5% antes do balanço.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,25%, a 104.808,83 pontos. Na máxima, chegou a trabalhar no campo positivo, a 105.432,33 pontos.

A queda vem após acumular quase 12% de alta nos últimos seis pregões e flertar com níveis pré-pandemia de Covid-19. O volume financeiro nesta sexta-feira somou 32,4 bilhões de reais.

“É um movimento bem plausível visto as altas que tivemos nos dias anteriores”, afirmou o superintendente de Operações e sócio da BlueTrade, Leonardo Peggau, classificando a queda como uma correção normal de mercado e não descartando novos ajustes, mas ressaltando que continua otimista com a bolsa.

Na visão de Peggau, mesmo uma segunda onda de Covid-19 não deve abalar o mercado como ocorreu em março. “O mercado tem medo de incerteza, do que não sabe, não conhece”, afirmou, avaliando que já há um melhor entendimento sobre os reflexos da doença, bem como a capacidade do mercado de reajustar.

“O mercado está forte, nossa visao é bem positiva, o final de ano tende a ser bem positivo”, acrescentou. “Se cair mais nesta semana, (seria) normal, não nos assustaríamos.”

Ele chamou a atenção para salto de capital externo positivo em novembro no mercado secundário de ações brasileiro, como sinal adicional do viés mais otimista, com investidores assumindo risco, principalmente em emergentes. No mês, até o dia 9, o saldo esta positivo em 7,76 bilhões de reais.

Também no radar esteve o rebalanceamento dos índices MSCI Global Standard que entrará em vigor a partir de 1º de dezembro, e que no caso do MSCI Brazil incluiu as ações de Alpargatas (ALPA3), Bradespar (BRAP4) e Totvs (TOTS3).

Os papéis de Braskem(BRKM5), Cielo (CIEL3), Cogna (COGN3), IRB Brasil (IRBR3) e Porto Seguro (PSSA3) foram excluídos.

Destaques

Braskem (BRKM5) caiu 6,57%, após divulgar prejuízo líquido de 1,4 bilhão de reais no terceiro trimestre, afetado por provisão adicional referente a evento geológico de Alagoas e efeito cambial.

A petroquímica também afirmou não ter 100% de certeza de que provisões já feitas sobre Alagoas poderão cobrir todas as demandas.

Ultrapar (UGPA3) recuou 6,82%, também entre os destaques negativos, após subir consecutivamente nos últimos seis pregões, acumulando valorização de mais de 30% no período.

Via Varejo (VVAR3) valorizou-se 5,61% antes do balanço previsto para após o fechamento o pregão, com o setor de ecommerce como um todo recuperando-se na bolsa após um começo de mês com ajustes negativos.

Magazine Luiza (MGLU3) subiu 1,43% e B2W (BTOW3) fechou com acréscimo de 2,27%. Nos Estados Unidos, Mercado Livre avançou 6,4%.

Itaú Unibanco (ITUB4) cedeu 0,83%, com agentes financeiros embolsando lucros recentes, embora tenha reduzido as perdas durante da sessão.

Bradesco (BBDC4) fechou em baixa de 0,41%. O destaque ficou com Btg Pactual (BPAC11) , que subiu 5,32%, segunda maior alta do Ibovespa.

Petrobras (PETR4) caiu 0,87%, apesar de nova alta dos preços do petróleo no exterior, em dia de correção, após os papéis da companhia subirem quase 17% apenas nos últimos dois pregões.

Petrobras (PETR3) encerrou com variação negativa de 0,06%.

Carrefour (CRFB3) recuou 2,24%, revertendo a abertura mais positiva, tendo de pano de fundo resultado do terceiro trimestre, apesar do lucro líquido ajustado de 757 milhões de reais de julho a setembro, alta de 73,1% ante o mesmo período de 2019.

Aeris (AERI3), que não está no Ibovespa, disparou 17,12%, a 6,50reais, em sua estreia na B3 (B3SA3), após a produtora de pás para turbinas de energia eólica precificar oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a 5,5 reais por ação, abaixo da faixa estimada pelos coordenadores.

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