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Inter (INTR; INBR32): Citi “passa a tesoura” e diminui recomendação e preço-alvo pela metade

18 maio 2026, 14:20 - atualizado em 18 maio 2026, 14:20
inter
(Imagem: Divulgação/Inter)

O Citi rebaixou a recomendação das ações do Inter, negociadas na Nasdaq, de compra para neutra e cortou do preço-alvo para INTR em quase 50%.

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O banco agora projeta a ação a US$ 6,50 em dezembro, o que ainda representa um potencial de valorização de cerca de 11% sobre o preço de fechamento anterior. O preço-alvo anterior era de US$ 12.

Em reação, as ações caem na Nasdaq. Por volta de 14h (horário de Brasília), INTR caía 1,03%, a US$ 5,79. Os BDRs negociados na bolsa brasileira acompanham o desempenho dos papéis no exterior. No mesmo horário, INBR32 caía 3,10%, a R$ 28,80.

O barco virou para Inter?

Para os analistas Arnon Shirazi, Brian Flores e Gustavo Schroden, o risco para os lucros no curto prazo está inclinado para baixo, à medida que a qualidade dos ativos se deteriora e os custos permanecem altos.

“O aumento da formação de créditos Stage 3 está elevando o custo de risco e limitando a expansão da margem financeira ajustada ao risco (risk-adjusted NIM), especialmente porque a carteira está migrando para linhas com garantia”, escreveram os analistas, em relatório.

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A equipe do Citi também considera que as despesas operacionais continuam surpreendendo negativamente, com os custos de pessoal subindo cerca de 20% na comparação anual, mesmo com um quadro de funcionários estável – “o que indica uma estrutura de mão de obra mais cara”.

Eles ainda avaliam que a alavancagem operacional perdeu força, os ganhos de eficiência estagnaram e, por isso, há pouca visibilidade para uma recuperação das margens no curto prazo.

O banco também considera que o Inter enfreta “crescentes desafios” estruturais para expandir as receitas, além das pressões cíclicas. Em destaque, as receitas com tarifas estão desacelerando, especialmente em cartões de crédito devido ao crescimento mais fraco do TPV (sigla em inglês para Volume Total de Pagamentos).

Já as receitas não ligadas ao crédito não estão crescendo no mesmo ritmo da carteira, limitando a expansão do ARPAC (Receita Média Mensal por Cliente Ativo) e a monetização geral, “tornando as metas da chamada ‘Rule of 50’ cada vez mais difíceis de atingir”, na visão dos analistas.

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Além disso, o trio considera que ganhos de participação de mercado em produtos-chave, como crédito consignado, podem ser difíceis de alcançar, “reforçando os desafios de execução em um ambiente bastante competitivo”.

Espaço limitado para novas altas

Para o Citi, o valuation atual já reflete adequadamente uma trajetória de ROE (sigla para Retorno sobre o Patrimônio) na faixa dos “mid-teens”.

“Após uma forte valorização desde a introdução da guidance 60/30/30, a ação entregou retorno de aproximadamente 150% em dólar, acompanhado de importante reprecificação dos múltiplos”, afirmaram os analistas.

Por isso, eles veem um espaço limitado para alta à medida que os riscos de execução aumentam.

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“Com baixa visibilidade para frente e os ganhos mais fáceis já incorporados, acreditamos que a próxima etapa de entrega tende a ser mais desafiadora, enquanto o valuation já embute certa credibilidade em relação ao atingimento das metas de ROE”, acrescentaram.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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