IRB (IRBR3) sobe mais de 3% após balanço do 1T26; hora de comprar?
As ações do IRB (IRBR3) avançavam 3,7%, a R$ 53,44, por volta das 15h desta terça-feira (5), após a divulgação do resultado do primeiro trimestre de 2026 (1T26). O movimento reflete uma leitura mais positiva do mercado sobre o balanço, apesar de frustrações pontuais.
A sinistralidade foi o principal destaque positivo do trimestre, refletindo maior disciplina na subscrição de riscos, ainda que isso limite o crescimento da receita. O indicador também foi beneficiado por reversões em riscos especiais, segundo o J.P. Morgan.
O índice de sinistralidade também recuou para 55%, queda de 1 ponto percentual na comparação trimestral.
Em relação ao desempenho operacional, o lucro antes de impostos (EBT) superou em 12% as projeções do banco Safra. Caso esses níveis sejam mantidos, o banco vê espaço para o IRB atingir cerca de R$ 600 milhões de lucro líquido em 2026.
Dividendos
O JP Morgan ressalta a distribuição de proventos: o IRB deve pagar cerca de R$ 78 milhões em juros sobre capital próprio nos próximos três meses, equivalente a um yield de aproximadamente 1,9%, além de R$ 49 milhões em dividendos já pagos em abril (cerca de 1,2%).
No entanto, o IRB reportou lucro líquido de R$ 102 milhões no período, resultado 25% abaixo das estimativas do BTG Pactual. Segundo o banco, o principal desvio negativo veio da linha de impostos, com impacto relevante de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e imposto de renda.
A alíquota ficou elevada, em 37%, mas grande parte do impacto não teve efeito caixa. O patrimônio líquido ajustado cresceu quase R$ 100 milhões, para R$ 1,75 bilhão.
Na mesma linha, o J.P. Morgan destacou que parte dos resultados foi impactada por efeitos pontuais. Houve uma baixa de R$ 34 milhões relacionada a PIS/Cofins e, ao excluir esse impacto, o EBT teria ficado cerca de 23% acima do esperado.
Recomendações
Na visão do BTG Pactual, o valuation atual reforça a recomendação de compra, com a ação negociando a 6,8 vezes o lucro estimado para 2026 e preço-alvo de R$ 62. O Banco Safra mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 61. Já o JP Morgan também tem postura neutra, com preço-alvo de R$ 51,54 e o papel negociando a 7,2 vezes o lucro projetado.
*Com supervisão de Kaype Abreu