Eleições 2026

Lula prioriza Haddad em discurso e cita cinco vezes pré-candidato ao governo de São Paulo durante evento

18 maio 2026, 13:50 - atualizado em 18 maio 2026, 13:50
O presidente Lula e Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista, em visita ao CNPEM (Ricardo Stuckert/PR)

Em ritmo de campanha nas eleições 2026, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citou cinco vezes o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), durante discurso em evento oficial no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), no início da tarde dessa segunda-feira (18), em Campinas (SP).

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O ex-ministro da Fazenda é a aposta do governo federal para alavancar a candidatura à reeleição de Lula no estado com maior eleitorado do Brasil e ainda para tentar levar o PT a um governo inédito em São Paulo.

No discurso, o sobrenome “Haddad” foi incluído em cinco trechos da fala sobre diversos assuntos, apenas um – a alíquota zero do imposto de renda para salários até R$ 5 mil – ligado diretamente ao seu mandato.

Além de Haddad, que estava presente apesar de não ter mais cargos públicos, apenas a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi citada por Lula, ainda assim com uma cobrança futura: que ela visitasse o CNPEM e o acelerador de partículas Sirius “para ver o que está perdendo”.

Os ministros da Educação, Leonardo Barchini, e o substituto da Saúde, secretário-executivo Adriano Massuda, foram tratados por Lula apenas como “ministros” dos seus cargos.

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Falando para Haddad, Lula iniciou o discurso dizendo que era desnecessário falar sobre ciência diante do quadro de pesquisadores presentes no laboratório considerado um dos mais importantes do mundo e para justificar os investimentos no setor. “Em um investimento como esse, qualquer quantidade de milhões é muito pequena perto do do que vai render para o futuro do País e da sociedade brasileira”.

Em seguida, o presidente defendeu que o Brasil fomente a formação de mais pesquisadores, matemáticos engenheiros e especialistas em inteligência artificial para que o País “ganhe autonomia diante do mundo e possa defender com altivez a soberania nacional”. Como exemplo de pesquisa aliada à soberania, ele citou o biodiesel, cujo programa brasileiro nasceu em 2003, durante seu primeiro mandato, pelas mãos do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

“Brasil não precisa ser refém do Euro 9 e Euro 10 (programa ambiental para motores de veículos na Europa), porque nosso combustível tem menos emissões. Nosso combustível é 67% menos emissor que o deles. Em vez de venderem o mix tecnológico para encarecer nosso caminhão, é melhor eles comprarem nosso combustível”, afirmou Lula, citando visita à feira de tecnologia da Hannover, na Alemanha.

Ao falar sobre Economia, o presidente retomou o discurso da desigualdade tributária, afirmou “pobre paga o plano de saúde do rico”, já que os gastos das classes mais altas são abatidos no imposto de renda. Em seguida, disse que pretende ampliar a “justiça tributária, que o Haddad começou a fazer” com a alíquota do imposto de renda zero para renda de até R$ 5 mil.

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“É bom, mas é pouco, porque é importante que fosse mais e vamos campanha para fazer isso”, afirmou. Sobre a Petrobras, Lula novamente se dirigiu a Haddad e falou que a estatal foi a empresa “mais rentável no mundo no primeiro trimestre no planeta Terra”, sem no entanto, dar detalhes.

O presidente retomou a cobrança para que os Estados Unidos e o presidente Donald Trump se associem ao Brasil para explorar aqui terras raras e minerais críticos. “O Brasil precisa sair do atraso a que foi submetido”, disse. Ao final, Lula defendeu o investimento em educação e, novamente se dirigindo e citando Haddad prometeu adotar o projeto que “o meu ministro da Educação” apresentou.

Haddad, um projeto de R$ 200 bilhões em dez anos. Estou certo que podemos aprovar os investimentos ser for convincente”, concluiu.

Agenda

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No CNPEM, em Campinas, Lula participou da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius. As novas linhas têm o intuito de ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.

Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. Entre 85% e 90% de seus componentes foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.

No local, houve ainda o lançamento da pedra fundamental do primeiro Polo do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A agenda do presidente prevê uma visita à Refinaria de Paulínia (Replan), e anúncio de investimentos da Petrobras no estado de São Paulo, no período da tarde.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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