Mercado muda de humor e Cosan sobe forte após sinalização sobre Rumo e Raízen
A Cosan (CSAN3) abriu o pregão desta segunda-feira (18) entre as maiores altas do Ibovespa, subindo 2,27% , com os papéis sendo negociados a R$ 4,51, às 11h30.
A alta de hoje é uma recuperação em comparação à queda de 5% na sexta-feira (15), uma reação do mercado ao resultado do primeiro trimestre da companhia, que apontou uma dívida líquida expandida de R$ 11,5 bilhões e forte queda no fluxo de dividendos recebidos.
A melhoria da percepção de mercado vem a partir das indicações de empresas interessadas na compra da participação da Cosan na Rumo (RAIL3) e da sinalização do CEO, Marcelo Martins, de que a companhia não pretende fazer novos aportes na Raízen (RAIZ4), com a possibilidade de vender a participação na empresa.
De acordo com Fábio Lemes, analista da Fatorial Investimentos, a alta da Cosan reflete a percepção de que a companhia pode acelerar o processo de desalavancagem com a venda de participações na Rumo e na Raízen. “Qualquer sinal de monetização de ativos relevantes melhora a percepção de risco do mercado”, destacou.
Ele aponta que a Rumo é o ativo mais sólido no portifólio da Cosan, com crescimento operacional forte no trimestre e “eventual venda parcial poderia gerar caixa importante para reduzir a dívida e fortalecer o balanço da holding”, complementa.
Em relação à Raízen, Lemes destaca que a venda reduz o temor de consumo adicional de caixa da holding em meio à reestruturação controlada e que eventual simplificação da estrutura reforça o foco em desalavancagem. “Na prática, o investidor passa a enxergar menos risco de ‘contaminação’ da crise da Raízen sobre a Cosan”, afirmou.
Para o mês de maio, a Cosan foi a ação mais recomendada do agro pelos bancos e casas de análise, segundo levantamento realizado pelo Money Times.
*com supervisão de Vitor Azevedo