Nova regra do EAD muda o jogo para a educação no 1T26; banco Safra revela ação preferida
O primeiro trimestre de 2026 marca o início de uma mudança estrutural importante no setor de educação brasileiro, e a Cogna (COGN3) deve ser o destaque, afirma o Safra.
De acordo com o relatório, o novo marco regulatório da educação superior começou a mudar a forma como os alunos entram nos cursos, o que afeta principalmente o ensino digital (EAD). Os analistas apontam que os resultados financeiros ainda não sofreram totalmente o impacto, mas os primeiros sinais já começaram a aparecer.
A nova regulamentação alterou regras sobre quais cursos podem ser oferecidos no modelo 100% EAD. Alguns exemplos são os cursos de enfermagem e licenciaturas. Agora muitos desses cursos precisam ser presenciais ou híbridos (parte online e parte presencial).
Segundo o banco, principal ponto para acompanhar nesta temporada de resultados é a composição das novas matrículas, pois agora o EAD perdeu força, o modelo híbrido virou a principal aposta e empresas com cursos premium – como medicina – ficam mais protegidas.
A expectativa é de menores crescimentos de receita e pressão nas margens do setor, devido aos custos necessários de adaptação para cumprir as novas regras.
Por outro lado, o banco ainda acredita que as ações do setor podem se sustentar por uma forte geração de caixa e pela redução das dívidas.
Nesse cenário, Cogna é a preferida do Safra, especialmente pela boa exposição aos cursos presenciais e premium. A companhia também se beneficia do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) e do crescimento mais forte de receita. O preço-alvo ficou estabelecido em R$ 4,00.
Confira a visão do Safra sobre as empresas de educação:
| Empresa | Visão do Safra | Preço-alvo |
| Ânima Educação | Positiva (Outperform) | R$ 6,00 |
| Cogna | Positiva (Outperform) | R$ 4,00 |
| Yduqs | Positiva (Outperform) | R$ 22,50 |
| Vitru | Positiva (Outperform) | R$ 15,00 |
*Com supervisão de Kaype Abreu