Ouro tem leve queda com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã
O ouro fechou a sessão desta segunda-feira (18) em leve queda, estendendo as perdas da semana passada, com disparada dos títulos globais em uma sessão marcada por notícias divergentes sobre as negociações entre EUA e Irã.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com queda de 0,10%, a US$ 4.558,00 por onça-troy.
Já a prata para julho caiu 0,13%, a US$ 77,444 por onça-troy.
O que pressionou o ouro?
As tensões entre os Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar neste fim de semana.
No último domingo (17), o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou novos ataques contra o país persa. “Para o Irã, o relógio está correndo e é melhor eles se mexerem rápido, ou não sobrará nada deles. O tempo é fundamental!”, escreveu em uma postagem na rede social Truth Social.
Já hoje, o Pasquistão, que tem atuado como mediador das negociações entre os dois países, enviou uma proposta do Irã aos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou a informações e disse que as opiniões de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, mas sem detalhes.
Logo depois, a agência de notícias Tasnim reportou que os EUA estariam dispostos a suspender temporariamente as sanções petrolíferas contra o Irã. Contudo, o New York Post informou que Trump “não está aberto” a quaisquer concessões para Teerã.
O jornal ainda disse que chefe da Casa Branca descartou a oferta do Irã para negociações diplomáticas.
Em reação, os preços do petróleo Brent avançaram para US$ 110 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Para o MUFG, a falta de progresso nas conversas elevam “as expectativas de que os bancos centrais possam manter as taxas de juros elevadas ou até mesmo aumentá-las”.
Na mesma linha, a Forex.com afirma que o cenário macroeconômico “continua particularmente difícil para o ouro”, conforme os elevados preços de petróleo reforçam os temores inflacionários e os “altos rendimentos dos títulos do governo continuam a diminuir o apelo de ativos que não geram rendimentos”.
Nesta segunda, os títulos do Japão de 10 anos atingiram o maior nível desde 1996, enquanto o título de 10 anos da Alemanha chegou à máxima desde 2011.
*Com informações de Estadão Conteúdo