Ouro

Ouro recua com alta dos Treasuries e tensões no Oriente Médio

23 abr 2026, 16:12 - atualizado em 23 abr 2026, 16:22
barras de ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro fechou a sessão desta quinta-feira (23) em baixa diante do avanço dos juros dos Treasuries e incertezas sobre o futuro das negociações no Oriente Médio.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 0,61%, a US$ 4.724,0 por onça-troy



Já a prata para maio recuou 3,15%, a US$ 75,504.

O que impulsionou o ouro?

A commodity metálica recuou com a expectativa de juros futuros mais elevados devido às dúvidas nas negociações entre EUA e Irã.

Durante a manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu no Truth Social que o Estreito de Ormuz está “completamente selado” até que o Irã seja capaz de fazer um acordo. “Temos controle total sobre o Estreito de Ormuz. Nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha dos Estados Unidos”, disse.

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Além disso, Trump afirmou ter ordenado à Marinha americana que “atire para matar” em qualquer embarcação que esteja instalando minas nas águas do Estreito de Ormuz, em nova escalada das tensões com o Irã na principal rota global de transporte de petróleo.

As publicações vieram na esteira da apreensão de navios petroleiros associados ao Irã em águas asiáticas pelos EUA.

Em postagem nas redes sociais, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, afirmou que a reabertura do estreito não é possível com uma “violação flagrante do cessar-fogo”. Ghalibaf disse, ainda, que um acordo de trégua completo só teria sentido se não fosse “violado pelo cerco marítimo e pelo sequestro da economia mundial”

De acordo com a agência de notícias israelense N12, Ghalibaf, deixou a equipe de negociações com EUA. Segundo a agência, o movimento ocorreu após interferência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRCG).

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Na avaliação do Deutsche Bank, a “ausência de negociações de paz” entre os Estados Unidos e o Irã leva os investidores a acreditarem em um conflito mais longo, assim como em um bloqueio do Estreito de Ormuz mais prolongado. “As últimas ações apontaram em uma direção de escalada”, afirmam os especialistas.

Enquanto isso, o Líbano e Israel devem iniciar uma nova rodada de negociações para a extensão da trégua. Contudo, a imprensa internacional aponta que os libaneses não vão assinar um novo acordo sem a retirada total dos militares israelenses.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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