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Payroll forte aumenta pressão sobre inflação e reforça expectativa de alta dos juros em setembro

04 set 2026, 11:37
EUA, Agenda, Mercados, Brasil, Indicadores, PIB, payroll, IPCA-15, PCE fed juros
Semana será marcada pelo payroll dos EUA, no qual será divulgado na sexta-feira, 4 (Imagem: Getty Images/Canva)

Os dados de emprego dos Estados Unidos, o payroll, divulgado nesta sexta-feira (4), mostram um mercado de trabalho mais forte do que o esperado. Foram abertos 162 mil novos postos de trabalho, bem acima dos 50 mil projetados pelos economistas.

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Além disso, dados de julho, que haviam sido negativos e mostravam um enfraquecimento, também sofreram uma forte revisão para cima. Do fechamento dos 23 mil postos de trabalho divulgados anteriormente, o U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS) revisou para abertura de 44 mil novas vagas, com o saldo final ficando em 21 mil no mês anterior.

A combinação dos números junto com a taxa de desemprego que segue em patamares históricos do país em 4,1%, reforça para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, a resiliência da economia norte-americana.

“O payroll reforça, na minha visão, que estamos em uma economia forte e resiliente que continua crescendo apesar de todos os eventos de volatilidade vivenciados nos Estados Unidos, como as tarifas de Trump e o choque no preço do petróleo causado pela guerra no Irã”, avalia.

Vale lembrar que o Federal Reserve possui um mandado duplo de máximo emprego e estabilidade de preços, e os dados de hoje reforçam que parte do objetivo já está sendo cumprido e que será ainda mais necessário focar na inflação norte-americana.

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André Valério, economista senior do Inter, afirma que os dados de inflação, especialmente os de agosto que serão divulgados na próxima sexta-feira (11), serão fundamentais para a decisão de juros por parte do Fed nos dias 15 e 16 de setembro, quando o comitê se reúne mais uma vez.

Juros podem subir?

Com isso, a decisão para a próxima reunião fica ainda mais incerta. Para Marcelo Bassani, economista e sócio da Boa Brasil Capital, o dado reforça o viés hawkish.

“O debate no Fed hoje é entre manter e subir juros, não cortar, e o payroll forte retira o único argumento para cautela, que era o emprego, liberando o foco para a inflação. Vejo que o dado reduz a chance de cortes nos próximos meses e não vejo base para queda de juros em 2026”, explica o economista.

Já para Flores, os números de hoje aumentam as chances de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros americana na reunião de setembro, pois reforça uma economia aquecida.

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“Entretanto, o mercado de trabalho americano já estava estável desde o início do ano e com certeza o principal fator de decisão do FED para setembro será os dados de inflação”, avalia.

De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group a possibilidade de alta dos juros subiu de 49,4% para 60,4%. Já a expectativa de manutenção no atual patamar dos juros entre 3,50% e 3,75%, caiu de 50,6% para 39,6%.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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