Quem ganha a corrida presidencial? Citi indica ações para investir no caso de vitória de Lula ou Flávio Bolsonaro
O Citi montou duas carteiras de ações para a eleição presidencial de 2026, com dez nomes preferidos para um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros dez para uma administração de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre as listas reflete as distintas implicações econômicas e setoriais que o banco espera de cada cenário.
Em uma eventual reeleição de Lula, os analistas do Citi favorecem ações consideradas “all weather”, ou seja, companhias capazes de apresentar maior resiliência em diferentes condições de mercado. O banco também vê oportunidades em empresas expostas a programas governamentais específicos, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Já em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, a preferência recai sobre ações de maior duração, negócios cíclicos e empresas seletivamente alavancadas. A tese considera que esses papéis poderiam se beneficiar de uma expectativa de taxas de juros de longo prazo menores.
O mesmo problema fiscal nos dois cenários
Apesar das diferenças entre as agendas dos candidatos, o Citi avalia que os dois governos enfrentariam uma mesma restrição: a necessidade de recuperar a confiança na trajetória fiscal do Brasil.
Segundo o banco, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro teriam de lidar com níveis elevados de dívida, uma política monetária restritiva e um Congresso altamente fragmentado.
Por isso, a principal diferença entre as duas administrações não estaria na necessidade de promover um ajuste fiscal, mas na forma como esse ajuste seria conduzido.
Para o Citi, a credibilidade da consolidação fiscal e a capacidade do governo eleito de obter apoio no Congresso serão os principais fatores para o desempenho das ações brasileiras em 2027.
O que o Citi prefere com Lula
No cenário de reeleição de Lula, a estratégia do banco é concentrada em ações “all weather”, com preferência por empresas que tenham balanços fortes e poder de precificação.
Além disso, os analistas identificam oportunidades em companhias com exposição a programas específicos do governo, entre eles o MCMV.
A lista reúne:
- Cury (CURY3)
- Embraer (EMBJ3)
- WEG (WEGE3)
- Axia Energia (AXIA3)
- Copel (CPLE3)
- BradSaúde (SAUD3)
- Ultrapar (UGPA3)
- Gerdau (GGBR3)
- BTG Pactual (BPAC11)
- Caixa Seguridade (CXSE3)
O Citi ressalta, contudo, que essas são preferências relativas dentro de sua cobertura. Portanto, a seleção não deve ser interpretada necessariamente como uma divisão entre ações que ganharão ou perderão com um governo Lula 4.
E se Flávio Bolsonaro vencer?
Em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, o Citi muda a preferência para ações de maior duração, negócios cíclicos e empresas seletivamente alavancadas.
A tese está relacionada à expectativa de que essas companhias possam se beneficiar de taxas de juros de longo prazo menores.
Nesse cenário, a seleção é:
- Cyrela (CYRE3)
- Multiplan (MULT3)
- Sabesp (SBSP3)
- Assaí (ASAI3)
- C&A (CEAB3)
- Hapvida (HAPV3)
- Petrobras (PETR3; PETR4)
- Vale (VALE3)
- XP (XPBR31)
- B3 (B3SA3)
O banco também reforça aqui que as escolhas representam preferências relativas dentro de sua cobertura, e não necessariamente uma classificação binária de vencedores e perdedores.