São Paulo

Loja de luxo em São Paulo cancela entregas e deixa noivas sem vestido a cinco dias do casamento

02 set 2026, 15:13
My Vintage Dress, noivas sem vestido
Interior da loja My Vintage Dress, em Pinheiros. Imagem: Reprodução/Google

A loja de noivas My Vintage Dress, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, passou a ser alvo de reclamações devido a atrasos, problemas com vestidos de noiva e dificuldades de comunicação com a empresa.

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A situação se agravou e ganhou repercussão nesta terça-feira (1º), após a marca cancelar, no dia anterior, as entregas previstas para noivas com cerimônias marcadas em datas próximas. Na segunda-feira, ex-funcionárias já relatavam uma suposta demissão em massa das equipes de costura e comercial.

Entre as clientes afetadas está a médica Giseli Teixeira. Prestes a se casar no próximo final de semana, ela ainda não havia recebido o vestido de noiva até esta segunda-feira (31). Na semana passada, durante uma prova da roupa, afirma ter descoberto que o vestido escolhido havia sido substituído.

Segundo relatos de consumidores, familiares da proprietária da loja, Camila Rossi, teriam comparecido posteriormente ao estabelecimento e retirado vestidos que estavam expostos nas araras. A Polícia Militar também foi acionada.

A My Vintage Dress mantém presença ativa no Instagram, onde soma mais de 170 mil seguidores. Em comunicado publicado nas redes sociais, a marca afirmou enfrentar “um problema importante em sua operação de produção”, o que teria impactado atendimentos e cronogramas de entrega.

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A empresa disse ainda que está priorizando os casamentos mais próximos e que as clientes com processos em andamento serão contatadas individualmente.

Noivas insatisfeitas

A médica Giseli escolheu o vestido na My Vintage Dress em junho deste ano. Ela já acompanhava a loja pelas redes, e conta que o atendimento inicial foi “excelente”.

Os problemas começaram na primeira prova, há cerca de 15 dias. Giseli afirma que esperou aproximadamente uma hora para ser atendida e, inicialmente, recebeu um vestido que não era o seu. Depois, recebeu outra peça do mesmo modelo que havia alugado, mas percebeu diferenças.

“Quando coloquei no corpo, era outro vestido. A costura estava torta, a barra suja”, relata. Detalhes que deveriam acompanhar a peça, como a luva, também não estavam disponíveis.

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A retirada estava marcada havia dois meses para as 10h da segunda-feira passada, dia 31. Às 8h, porém, Giseli recebeu uma mensagem informando que, por uma situação excepcional, não haveria atendimento. Ao longo do dia, não recebeu novo contato e afirma que suas mensagens e ligações não foram atendidas. No dia seguinte a mãe da médica foi até a loja.

A noiva Letícia Queiroz também foi à loja no dia, após ter a retirada do seu vestido cancelada e não ter conseguido contato com a empresa.

“Quando eu cheguei, fui falar com a costureira, ela já estava mexendo no vestido”, contou. Com a chegada de mais noivas e familiares, Letícia afirma que tentou ajudar a organizar a situação. Algumas clientes levaram peças que encontraram, enquanto outras decidiram esperar. “A coisa ficou descontrolada”, relatou.

Letícia conseguiu retirar o vestido após assinar um termo registrando as condições da peça. Segundo ela, o modelo apresentava rasgos e ainda precisava de acabamentos. A noiva pretende realizar os ajustes necessários antes da cerimônia e devolver o vestido após o casamento.

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Ela também afirma que registrará um boletim de ocorrência e entrará com uma ação judicial contra a empresa.

Falta de funcionários

Segundo ex-funcionários, a equipe começou a ser informada, no sábado (29), de que a My Vintage Dress não conseguiria manter suas atividades devido a um “problema interno de sociedade” e que a empresa passava por uma auditoria interna. Diante desse cenário, a loja teria promovido o desligamento de parte significativa dos funcionários.

Segundo uma ex-funcionária, a equipe remanescente, tenta entregar os vestidos das clientes com casamentos marcados até fevereiro. Para as cerimônias posteriores, ainda será necessário definir o que será feito.

Ela afirmou ainda que outra pessoa que integrava a sociedade havia deixado a empresa há cerca de quatro meses.

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Os ex-funcionários também aguardam o pagamento do salário, que, segundo ela, costuma ocorrer no dia 29. “A gente saiu no dia de ter pagamento e eu não tenho um centavo do pagamento”, afirmou. A orientação recebida foi aguardar contato do contador.

Apesar da dispensa, algumas ex-funcionárias pretendem ajudar as noivas por conta própria. “Nós vamos, por conta, ajudar as noivas no que a gente puder”, disse. As consultoras também começaram a procurar novos empregos.

Providências a serem tomadas

A Secretaria da Segurança Pública informou que os casos localizados estão sendo registrados como estelionato pelo 14º Distrito Policial ou por meio da Delegacia Eletrônica.

“A autoridade policial está analisando as ocorrências e encaminhando-as às unidades policiais responsáveis pelas circunscrições dos endereços das vítimas, para as devidas providências”, informou as autoridades.

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Em outra publicação, a proprietária Camila Rossi afirmou que a My Vintage Dress trabalha para finalizar e entregar os vestidos das noivas com casamentos marcados para os próximos dias. Segundo ela, o tumulto na loja e no ateliê interrompeu a produção e deixou parte das funcionárias com medo de voltar ao trabalho.

Camila afirmou ainda que a empresa também foi “vítima do que aconteceu” e que uma “grave situação interna” está sendo apurada, sem dar detalhes. Segundo a proprietária, a equipe está mobilizada, com disponibilização de peças do acervo e busca por parceiros, e a empresa não está parada nem desistiu das entregas.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

**Com informações de Estadão Conteúdo.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.

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