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Será que o coronavírus pode acelerar a transição para os criptoativos?

25/03/2020 - 16:00
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
O COVID-19 salientou a distinta desvantagem do dinheiro físico, o que pode acelerar a transição para o uso de criptoativos (Imagem: Freepik)

Cédulas, sejam elas feitas de papel, polímero ou algodão e linho, como é o caso do dólar americano, pode conter diversas doenças. Isso foi confirmado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em comentários recentes ao jornal The Telegraph.

Além disso, um estudo realizado na Alemanha descobriu que o coronavírus pode sobreviver em cédulas, moedas e exteriores plásticos de caixas eletrônicos por vários dias.

Yang Dong, diretor do Departamento de Pesquisas sobre Blockchain na Universidade de Renmin na China, afirmou que isso significa que é hora de apresentar o yuan digital.

“Empresas e pessoas estarão mais propensas a usar mídias de transações sem contato direto, incluindo criptoativos, em um curto período de tempo, e essa tendência rapidamente irá resultar na rápida aderência de usuários. Moedas digitais vão usar isso como uma oportunidade de acelerar sua distribuição e aplicação”, afirmou Dong em uma entrevista ao jornal local China Daily.

Um ponto de inflexão para criptoativos

A maioria das transações na China já é realizada digitalmente com o uso do WeChat Pay ou AliPay.

Mas conforme Robert Van Aert, consultor de blockchain na China, contou à Brave New Coin: os aspectos de “governança social” de uma criptomoeda governamental — que pode ser utilizada em um sistema social de créditos — poderiam ajudar a vigilar cidadãos sob quarentena.

No restante do mundo, o foco na melhoria da higiene pessoal torna o dinheiro virtual em uma proposição atraente.

Conforme o vírus se espalhou e os cidadãos estão sob quarentena, cédulas não estão sendo usadas. Na China, cédulas foram desinfetadas com luz ultravioleta e fornos de alta temperatura, além de estarem sob uma quarentena de 14 dias em países como Hungria e Estados Unidos.

Além do dinheiro em espécie, como cédulas e moedas, caixas eletrônicos também são possíveis transmissores do vírus por conta do uso contínuo por diferentes pessoas (Imagem: Freepik/jcomp)

Se essa tendência continuar e impulsionar o amplo desgosto por dinheiro físico, é provável que a indústria de cartões de crédito tome benefício disso, assim como empresas de pagamento como PayPal e bancos emissores de cartões.

Por outro lado, se as autoridades entenderem a oportunidade de tomar um controle mais restrito sobre a economia, governos poderiam ser estimulados a lançarem suas próprias moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs).

Isso resultaria em uma nova era de experiências econômicas conforme governos apertam as rédeas sobre moedas ainda mais do que antes para navegar através de medidas econômicas indesejadas como afrouxamento quantitativo e taxas de juros negativas.

Para o bitcoin, isso seria o primeiro teste verdadeiro de um sistema financeiro alternativo criado por conta do ceticismo em relação a bancos.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 23/03/2020 - 20:32