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Copasa (CSMG3) recua 2% após lucro cair 14% no 1T26; o que dizem os analistas?

11 maio 2026, 12:41 - atualizado em 11 maio 2026, 12:41
copasa dividendos
Copasa (CSMG3): Ações recuam 2% após lucro cair 14% no 1T26; o que dizem os analistas? (Imagem: Copasa/YouTube)

Negociadas dentro do Ibovespa, as ações da Copasa (CSMG3) operam no negativo nesta segunda-feira (11) após a empresa divulgar que teve lucro líquido de R$ 368,1 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), recuo de 14,1% ante igual intervalo de 2025.

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Na abertura do pregão, os papéis chegaram a cair 2,2%, mas, ao longo da manhã, atenuaram as perdas e, por volta das 11h25 (horário de Brasília), recuavam 1,18%. Acompanhe o tempo real.



O BTG Pactual classificou o balanço do 1T26 como “decente”, apontando que a receita líquida (ex-construção) atingiu R$ 1,91 bilhão, alta de 2,5% na comparação anual, sustentada pelo reajuste tarifário de 6,56% e volumes praticamente estáveis.

Segundo o banco, porém, o Ebitda ficou 5% abaixo das estimativas, impactado pelo ajuste de overbilling (faturamento excedente), que somou R$ 40 milhões, abaixo dos R$ 80 milhões esperados.

O BTG também destacou a pressão nos custos, que subiram 4,7% em um ano e ficaram acima da inflação do período (+4,1%).

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Por outro lado, afirmou que houve alívio em pagamentos a municípios (-13,7%) e em gastos com pessoal e materiais.

O banco mantém recomendação de compra para CSMG3, com preço-alvo de R$ 52, o que representa potencial de queda de 3,3% frente à cotação atual.

O que diz o UBS BB

Na mesma linha, o UBS BB disse que a Copasa divulgou os resultados do 1T26 com um Ebitda 4% abaixo da estimativa, principalmente devido ao aumento dos custos e despesas.

A casa destacou, porém, que a receita (ex-construção) cresceu 3% na base anual, impulsionada pelo reajuste tarifário, em vigor desde 22 de janeiro de 2026, enquanto os volumes permaneceram praticamente estáveis (-0,4% em água e +0,3% em esgoto).

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Um dos pontos negativos foi o aumento do endividamento. Segundo o banco, a dívida líquida consolidada da empresa subiu de R$ 6,87 bilhões, no 4T25, para R$ 7,09 bilhões, no 1T26, em meio ao “robusto” plano de investimentos de R$ 3,1 bilhões para 2026.

“Tanto o aumento da dívida líquida quanto o aumento do custo da dívida contribuíram para o pior resultado financeiro”, afirmou o UBS BB, que mantém recomendação neutra para CSMG3.

O preço-alvo é de R$ 48 para os papéis, o que indica potencial de queda de cerca de 10,7%.

O que diz o Itaú BBA

O Itaú BBA, por sua vez, classificou os resultados como “neutros” e afirmou que a tese de investimento da companhia segue atrelada principalmente ao seu processo de privatização.

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A casa espera, inclusive, que a empresa conclua a desestatização até o fim do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Assim como o BTG e o UBS BB, o banco de investimentos do Itaú destacou que os volumes da Copasa ficaram praticamente estáveis no 1T26 na comparação anual.

Por outro lado, avaliou que o desempenho de custos permaneceu sólido, sustentando as estimativas atuais mesmo diante de tendências operacionais mais fracas, enquanto as despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) vieram mais elevadas no trimestre.

O Itaú BBA mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para CSMG3, com preço-alvo de R$ 55,90, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 4%.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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