Destaques da Bolsa

Telefônica Brasil (VIVT3): O que pesou no balanço do 1T26 para a ação derreter 7%, segundo analistas

11 maio 2026, 12:29 - atualizado em 11 maio 2026, 12:29
Telefônica, Vivo, VIVT3, Day Trade, mercados
(Imagem: REUTERS/Nacho Doce)

As ações da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, lideram as perdas do Ibovespa nesta segunda-feira (11) após os dados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) não serem bem recebidos pelo mercado. Na mínima, a ação chegou a derreter 7,48%, a R$ 35,49.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no período, uma alta de 19,2% na comparação anual, mas abaixo das expectativas do mercado. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda ficou em R$ 6,21 bilhões, 8,9% acima do apurado no primeiro trimestre de 2025.

Analistas esperavam lucro líquido de R$1,52 bilhão e Ebitda de R$ 6,44 bilhões para a Vivo no primeiro trimestre, segundo média de previsões compilada pela LSEG.

Por volta das 12h08 (horário de Brasília), a VIVT3 recuava 5,29%, a R$ 36,33. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,93%, aos 182.389,27 pontos.



Os analistas consideraram os resultados mistos, com fatores como lucro por ação e aumento de despesas operacionais pesando na avaliação do 1T26 da Telefônica. Por outro lado, as tendências operacionais de certos segmentos seguiram fortes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lucro por ação decepciona

Para a XP Investimentos, os resultados do 1T26 da Telefônica foram mistos, com tendências operacionais sólidas nos segmentos móvel, fibra e B2B, mas lucro abaixo das estimativas da corretora.

A receita total, de R$ 15,5 bilhões, foi impulsionada principalmente por vendas mais fortes de aparelhos, enquanto as receitas de serviços seguiram em linha com o esperado, avalia a XP.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 6,2 bilhões no período e veio abaixo do esperado pela corretora. Já o Ebitda ex-outros, por outro lado, veio em linha, reforçando que as tendências operacionais subjacentes e a disciplina de custos seguem saudáveis, afirma a XP.

Segundo a corretora, o destaque negativo foi o lucro por ação (EPS), que veio abaixo do esperado, principalmente em função de maiores despesas financeiras ligadas à FiBrasil e a passivos de leasing.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No geral, a Vivo continua sendo uma tese de telecomunicações defensiva e de alta qualidade, apoiada em execução resiliente, convergência, crescimento de serviços digitais e forte remuneração aos acionistas”, afirmam os analistas da XP Bernardo Guttmann e Luis Chagas.

Com essa perspectiva, a XP mantém recomendação de compra para Telefônica Brasil e preço-alvo de R$ 43, o que implica um potencial de valorização de 12% ante o último fechamento.

Avanço de despesas operacionais

O Citi considerou o resultado de VIVT3 como neutro, com Ebitda em linha com a estimativa do banco, ao mesmo tempo em que o fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE, em inglês) recorrente, de R$ 2,1 bilhões, foi considerado sólido pelos analistas do banco.

Na avaliação do banco, a receita ficou, em grande parte, em linha com o crescimento de 6,6% na comparação anual da receita móvel de serviços (MSR), favorecida por um impacto menos negativo do pré-pago, que recuou 1% na mesma base de compração, à medida que a companhia segue avançando em diferentes estratégias de monetização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Citi chama a atenção para o avanço das despesas operacionais (opex, em inglês) da Telefônica, que vieram 3% acima das projeções do banco. Isso refletiu as despesas maiores com inadimplência no período e a menor contribuição das vendas de cobre, devido à interrupção temporária das vendas em março.

O Citi segue com recomendação neutra para Telefônica e preço-alvo de R$ 40, o que implica um potencial de valorização de 4,3%.

Pós-pago e fibra seguem positivas

O Banco Safra avalia que o pós-pago e Vivo Fibra Residencial seguem “fazendo o trabalho” contribuindo positivamente para o resultado da Telefônica Brasil no período.

O banco considera ainda que o Ebitda veio mais baixa devido às despesas operacionais recorrentes acima do esperado, explicadas principalmente pelo aumento do custo de produtos vendidos (CPV) acompanhando o crescimento das vendas de aparelhos celular e o salto de 13% na comparação anual na provisão para inadimplência relacionado a um cliente corporativo específico do segmento B2B.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o Safra, a linha de outras receitas e despesas operacionais melhorou para uma despesa de R$ 19 milhões no período, ante R$ 116 no mesmo período do ano passado, à medida que o crescimento dos custos operacionais foi parcialmente compensado por ganhos de capital relacionados à venda de ativos vinculados à concessão.

O banco acrescenta que as receitas provenientes dessas vendas de ativos atingiram R$ 86 milhões no 1T26, integralmente oriundas de cobre.

A recomendação do Safra segue de compra e preço-alvo de R$ 42, com potencial de valorização de 9% em relação ao último fechamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar