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Trisul (TRIS3) avança na bolsa mesmo após prévia ‘fraca’; ação pode subir mais 55%, vê BTG

17 abr 2026, 11:28 - atualizado em 17 abr 2026, 11:46
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Trisul (TRIS3) avança na bolsa mesmo após prévia 'fraca'; ação pode subir mais 55%, vê BTG (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da construtora Trisul (TRIS3) operam em alta nesta sexta-feira (17) em reação à prévia operacional do primeiro trimestre (1T26), divulgada na véspera (16). Entre analistas, a leitura é mista.

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Por volta das 10h35 (horário de Brasília), os papéis da companhia avançavam cerca de 3,2% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 5,80. Acompanhe a movimentação em tempo real.



O 1T26 da Trisul, segundo o BTG

Entre janeiro e março, a construtora lançou três projetos que somaram R$ 543 milhões em valor geral de vendas (VGV), uma alta de 19% frente ao mesmo período de 2025 e em linha com as estimativas do BTG Pactual.

Os empreendimentos foram:

  • Elev Ipiranga (SP), dentro do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com VGV atribuído à companhia de R$ 171 milhões e 494 unidades;
  • Vila Boulevard Mooca (SP), também no programa habitacional, com VGV de R$ 106 milhões e 702 unidades;
  • Terrare Moema (SP), voltado ao médio e alto padrão, com VGV de R$ 159 milhões e 395 unidades.

No período, a empresa também entregou os projetos “Praça Omaguás”, “Mirant Ibirapuera” e “The Collection Moema“, que totalizaram VGV de R$ 560 milhões (fatia da Trisul) e 643 unidades.

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Velocidade de vendas perde fôlego

No primeiro trimestre, as vendas brutas da construtora foram de R$ 451 milhões, aumento de 32% na base anual, enquanto os cancelamentos atingiram R$ 41 milhões, recuo de 14% na mesma comparação.

Com isso, as vendas líquidas somaram R$ 410 milhões, uma alta de 39% em relação ao 1T25, mas 7% abaixo das projeções do BTG.

Consequentemente, a velocidade de comercialização consolidada, medida pelo indicador VSO, ficou em 11,4%, uma desaceleração frente aos 13,1% apurados um ano antes e classificado pelo banco como “modesto”.

“Os números operacionais do 1T26 foram fracos. Embora lançamentos e vendas tenham crescido na comparação anual, a velocidade de comercialização perdeu tração no período refletindo um ambiente mais desafiador”, avaliou o BTG, em relatório.

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“Continuamos cautelosos em relação ao nicho de habitação de renda média e alta, devido à menor acessibilidade. Ainda assim, com a Trisul aumentando sua exposição ao segmento MCMV e com as ações negociando a um múltiplo P/L de 5 vezes projetado para 2026, mantemos nossa recomendação de compra para a construtora”, acrescentou.

O preço-alvo para os papéis é de R$ 9, o que implica um potencial de valorização de 55% frente à cotação atual.

BBI vê sinais de moderação

O Bradesco BBI também classificou os números da prévia como “fracos”, chamando atenção principalmente para o recuo da velocidade de comercialização (VSO).

“Apesar do crescimento relevante das vendas contratadas no comparativo anual, a velocidade de vendas mostrou desaceleração tanto em base anual quanto frente ao trimestre anterior, o que pode levantar questionamentos sobre o ritmo de absorção da oferta ao longo de 2026”, disse a casa, em relatório.

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A instituição também destacou que, ao final de março, o banco de terrenos (landbank) da Trisul somava R$ 6 bilhões em potencial VGV, sendo R$ 4,7 bilhões já reconhecidos no balanço (on-balance) e R$ 1,3 bilhão fora dele (off-balance), via parcerias e permutas.

Mantemos recomendação neutra para as ações TRIS3, que negociam a aproximadamente 0,6 vez o valor patrimonial (P/VP), refletindo um balanço ainda saudável, mas com sinais de moderação operacional no curto prazo.”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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