Tecnologia

Um novo DeepSeek se aproxima? Empresa chinesa Meituan lança nova IA treinada com chips locais

30 jun 2026, 9:17 - atualizado em 30 jun 2026, 9:20
Meituan, empresa da China que atua em áreas que vão desde serviços de entrega de comida, reservas e hotéis até desenvolvimento de tecnologia (Imagem: Divulgação)
Meituan, empresa da China que atua em áreas que vão desde serviços de entrega de comida, reservas e hotéis até desenvolvimento de tecnologia (Imagem: Divulgação)

A empresa de tecnologia chinesa Meituan lançou nesta terça-feira (30) um novo modelo de inteligência artificial (IA) que afirmou ser o primeiro de seu porte treinado com chips desenvolvidos no país asiático. As informações são da AFP.

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A última empreitada da China no ramo de IA aconteceu em janeiro de 2025 com o lançamento da IA “super barata” DeepSeek, cujos custos de operação eram 75% menores do que concorrentes no setor.

Isso porque a China enfrenta uma guerra no segmento de chips e semicondutores relativos à IA com os Estados Unidos.

O país governado por Donald Trump restringiu a entrada de chips e semicondutores de ponta da líder do setor, a Nvidia (NVDA), o que gerou uma corrida por modelos mais eficientes. Ato contínuo, a China acelerou os esforços para desenvolver seus próprios chips avançados.

A IA da Meituan

Assim, a Meituan — que atua em áreas que vão desde serviços de entrega de comida, reservas e hotéis até desenvolvimento de tecnologia — apresentou nesta terça-feira o LongCat-2.0, um modelo de linguagem de grande porte que considerou comparável ao Gemini 3.1, do Google, lançado em fevereiro.

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Os modelos de linguagem de grande porte são a tecnologia que sustenta os chatbots e outras ferramentas de IA.

O LongCat-2.0 é “o primeiro modelo de um trilhão de parâmetros do setor que conclui o treinamento e a inferência de ponta a ponta em um cluster de computação nacional de 50.000 chips”, afirmou a Meituan em um comunicado.

A empresa não revelou qual grupo chinês fabricou os chips usados no processo de treinamento.

O anúncio representa um marco para a indústria chinesa de IA, porque treinar modelos competitivos com grandes quantidades de dados digitais exige chips de alta capacidade.

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A equipe de pesquisa da Meituan começou a explorar o uso de chips de fabricação chinesa em 2023 e “comprovou que somos capazes de executar o treinamento de modelos em larga escala em clusters de computação nacionais”, afirmou a empresa.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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