Acionistas da Sabesp (SBSP3) aprovam incorporação da EMAE, mas ainda há uma pendência
A Sabesp (SBSP3) informou ao mercado que, em Assembleia Geral Extraordinária, os acionistas aprovaram a incorporação da totalidade das ações da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) que a companhia ainda não possui. Em contrapartida, os acionistas da EMAE receberão ações ordinárias da Sabesp.
De acordo com o comunicado, enviado ao mercado na noite de quinta-feira (31), a incorporação agora depende da aprovação dos acionistas da própria EMAE, adiada por determinação do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O “xerife” do mercado de capitais acatou por unanimidade o pedido de uma acionista minoritária da EMAE para adiar por 30 dias a assembleia, que estava prevista para a última quinta-feira (30).
A acionista questionou a operação na Justiça e na própria CVM, argumentando que o valor repassado para os minoritários deveria ser pelo menos o dobro do previsto pela Sabesp.
O prazo de 30 dias começa a valer a partir da data em que a EMAE disponibilizar aos acionistas as informações complementares da incorporação exigidas pela CVM.
Segundo a decisão da autarquia, a EMAE deve apresentar os dados econômico-financeiros que fundamentam a conclusão sobre a comutatividade da relação de troca, conforme Resolução 81 da CVM.
Além disso, a companhia terá de complementar as informações exigidas pela regulamentação, especialmente sobre eventuais saldos existentes entre as partes e sobre a natureza e a extensão do interesse especial da Sabesp na operação.
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A operação
A Sabesp anunciou em janeiro a incorporação de toda a participação acionária da EMAE que ainda não possui, oferecendo suas próprias ações em troca. A operação busca unir as companhias e tornar a gestão mais eficiente, explicaram as companhias em comunicado conjunto à época.
A operação propôs uma troca mediante a emissão de ações da Sabesp para os acionistas da EMAE, na proporção de 1,3195 ação Sabesp para cada ação ordinária ou preferencial da EMAE.
Essa relação de troca foi negociada e aprovada por comitês independentes de ambas as companhias, buscando equilíbrio e refletindo o valor de mercado.
A incorporação pretende simplificar as estruturas das duas empresas, reduzir custos administrativos duplicados e aumentar a eficiência operacional, integrando as atividades de saneamento e energia em um único grupo maior.
Segundo as companhias, isso permitirá maior foco em suas operações principais e fortalecerá a gestão estratégica.