Ações da Log (LOGG3) disparam 5% após lucro recorde; o que dizem analistas sobre o 1T26?
Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da Log Commercial (LOGG3) operam em forte alta nesta terça-feira (5), um dia após a companhia divulgar que teve o maior lucro líquido trimestral de sua história nos primeiros três meses de 2026 (1T26).
Por volta das 13h08 (horário de Brasília), os papéis da empresa avançavam aproximadamente 5% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 28,26. Acompanhe o tempo real.
Entre janeiro e março, a Log apurou lucro líquido de R$ 134 milhões, uma alta de 55,2% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro por ação ficou em R$ 1,53, avanço de 54,6%.
O resultado foi impulsionado, segundo a empresa, pela aceleração do desenvolvimento de ativos, pela forte demanda por galpões logísticos e pela estratégia de reciclagem de portfólio.
Na avaliação do BTG Pactual, os números vieram em “linha com as expectativas”, com destaque novamente para os indicadores operacionais: a companhia entregou dois projetos no período, somando 65,5 mil metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL), já totalmente alugados.
Além disso, a taxa de vacância permaneceu baixa, em 2,2% (recuo anual de 50 pontos-base), enquanto os aluguéis de mesmos clientes cresceram 2,8% em termos reais, apoiados pela forte demanda e pela renegociação de contratos — cerca de 43% já foram revisados.
Queda do FFO
O banco ressaltou, porém, que o FFO (fluxo de caixa operacional) seguiu pressionado pelas despesas financeiras devido aos juros elevados. No trimestre, o indicador ficou em R$ 6,7 milhões, abaixo dos R$ 10 milhões de um ano antes, mas ainda dentro do esperado.
“Os resultados vieram praticamente em linha com as nossas estimativas e, mais uma vez, mostraram que a LOG está bem posicionada para aproveitar o bom momento dos ativos logísticos”, afirmou o BTG, que mantém recomendação de compra para LOGG3.
De acordo com a casa, o papel é negociado a uma “atrativa” TIR (taxa interna de retorno) real sobre o capital próprio de aproximadamente 13%, dado que a empresa continua apresentando um “sólido crescimento orgânico ao mesmo tempo que realiza fusões e aquisições que acrescentam valor”.
O preço-alvo do banco é de R$ 35 para as ações, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 24% frente à cotação atual.
O que diz o Safra
Na mesma linha, o Safra apontou, em relatório, que a ligeira queda do FFO foi compensada pelos indicadores operacionais robustos.
Segundo a instituição, a empresa reportou uma expansão de 19% na receita em relação ao ano anterior, refletindo principalmente os 250 mil m² de ABL entregues nos últimos doze meses e o crescimento real de 2,8% na renda dos mesmos clientes.
Venda bilionária
O banco também destacou que a Log anunciou a venda de 11 empreendimentos da sua carteira por R$ 1,02 bilhão, em uma operação que envolve a criação de um fundo imobiliário em parceria com a Intrag e o Itaú Unibanco.
A transação prevê o recebimento de 80% em caixa e 20% em participação no veículo, além de uma taxa anual de consultoria de 0,5% sobre os ativos sob gestão.
Na visão do Safra, o movimento reforça a estratégia da companhia de gerar receitas recorrentes com menor necessidade de capital.
“Apesar da ligeira queda do FFO, a empresa manteve os fortes indicadores operacionais dos últimos trimestres”, avaliou.
“Os investidores devem também receber com bons olhos a execução do acordo com o Itaú em termos atrativos, na maior transação da companhia até então”, prosseguiu.
O Safra também mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para a ação LOGG3, com preço-alvo de R$ 25, o que implica uma potencial queda de cerca de 11% em relação ao preço atual.
- Dividendos de até 17% e novo ciclo de crescimento: o que está por trás da alta da Log (LOGG3) – e por que o CFO acha que a ação está barata: