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Mesmo com melhora operacional, ações do GPA (PCAR3) recuam após balanço do 1T26; o que fazer agora?

15 maio 2026, 14:29 - atualizado em 15 maio 2026, 14:29
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As ações do GPA (PCAR3) operavam em queda nesta sexta-feira (15), em meio à repercussão dos resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26). Por volta das 13h45, os papéis PCAR3 recuavam 1,30%, cotados a R$ 2,27, após chegaram a oscilar entre a máxima de R$ 2,32 e a mínima de R$ 2,17 no pregão.

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A reação mais tímida do mercado acontece após a companhia divulgar um balanço considerado “misto” pelo Santander. Apesar da melhora operacional e do avanço das margens, analistas seguem preocupados com a pressão financeira, o fluxo de caixa deteriorado e os impactos do processo de recuperação extrajudicial.

O GPA registrou Ebitda ajustado de R$ 458 milhões no trimestre, alta de 12% na comparação anual e acima das estimativas do banco e do consenso do mercado. A margem Ebitda ajustada atingiu 10,5%, avanço de 1,9 ponto percentual em um ano, enquanto a margem bruta chegou a 30,4%, o maior patamar recente da varejista.

Segundo os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo, que assinam o relatório, a melhora operacional foi impulsionada pela saída de canais menos rentáveis, crescimento de 45% das receitas de retail media e redução de custos logísticos e perdas operacionais.

Por outro lado, a receita ficou abaixo das projeções. As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram apenas 0,6% no período, refletindo um ambiente de consumo mais fraco e deflação em categorias básicas. A receita líquida caiu 8,2% na comparação anual, para R$ 4,4 bilhões.

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Na última linha do balanço, o GPA reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 333 milhões, pressionado pelo aumento das despesas financeiras, que atingiram R$ 382 milhões em meio à Selic elevada e aos custos relacionados às garantias da companhia.

O Santander já esperava a reação das ações de “neutra a negativa”, destacando que, apesar da melhora da qualidade operacional, o mercado ainda monitora a geração de caixa da companhia e os possíveis efeitos de diluição decorrentes da conversão de dívida em ações prevista no plano de recuperação extrajudicial.

O Santander reiterou recomendação neutra para as ações do GPA e manteve preço-alvo de R$ 4,60 para o fim de 2026.

Vale lembrar que as ações PCAR3 foram excluídas do Ibovespa e de outros 19 índices da B3, conforme as regras da bolsa para empresas em recuperação extrajudicial.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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