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Americanas (AMER3) diz ter conversas avançadas para vender lojas remanescentes do Natural da Terra; ação cai 7% após 1T26

14 maio 2026, 17:46 - atualizado em 14 maio 2026, 17:46
americanas amer3
(Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A Americanas (AMER3) afirmou que mantém conversas avançadas para vender as três lojas remanescentes do Natural da Terra em São Paulo, após anunciar na quarta-feira, 13, a venda de outras dez unidades da rede para o Oba Hortifruti, afirmou o diretor financeiro (CFO), Sebastien Durchon.

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A estratégia da companhia foi resolver primeiro a operação do Natural da Terra em São Paulo, onde as lojas deficitárias vinham pressionando o caixa da operação de hortifrúti.

De acordo com o executivo, as três unidades restantes no Estado são superavitárias e seguem em negociação. “Temos conversas avançadas para vender essas três lojas também”, disse.

A Americanas anunciou na véspera a venda de 10 das 13 lojas do Natural da Terra em São Paulo por R$ 69 milhões, em operação sujeita à aprovação do Cade. O valor será abatido da debênture da companhia, segundo Durchon.

Após a conclusão das transações em São Paulo, a operação do hortifrúti ficará concentrada no Rio de Janeiro. Segundo Durchon, a companhia continua conduzindo um processo de reestruturação operacional da rede e também avalia potenciais interessados na compra do ativo. “Temos agora um ativo hortifrúti concentrado no Rio, com uma operação muito mais robusta”, afirmou.

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Venda elimina queima de caixa

Durchon afirmou que a venda de 10 lojas deficitárias em São Paulo deve eliminar o consumo de caixa da operação no Estado. Segundo o executivo, as unidades negociadas com o Oba Hortifruti concentravam resultados negativos da operação paulista. “Todas as lojas vendidas são deficitárias e essa transação elimina o consumo de caixa que a HNT (Hortifrúti Natural da Terra) sofre em São Paulo”, afirmou durante teleconferência de resultados.

O executivo afirmou que o hortifrúti começou a apresentar sinais mais claros de recuperação após o início do processo de reestruturação no segundo semestre do ano passado.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas da unidade cresceram 4%, enquanto a margem bruta avançou quase 5 pontos porcentuais, impulsionada pelo aumento da participação de frutas, legumes e verduras no mix comercial. “Estamos voltando gradualmente ao modelo que fez o sucesso do hortifrúti no passado”, disse Durchon.

A operação também registrou redução de despesas gerais e administrativas e encerrou o trimestre com geração de caixa positiva de R$ 6 milhões, ainda que em patamar considerado pequeno pela companhia.

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As ações da companhia fecharam em baixa de 6,91% nesta quinta, a R$ 5,25, após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. A empresa teve prejuízo líquido de R$329 milhões nos primeiros três meses do ano, resultado negativo menor que os R$496 milhões observados no primeiro trimestre de 2025.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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