Ibovespa recupera perdas pós-‘Flávio Day 2.0’ com recodes em NY e fecha aos 178 mil pontos; dólar cai a R$ 4,98
O Ibovespa (IBOV) recuperou parte das perdas da véspera, com os investidores dividindo as atenções entre balanços corporativos e viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.
Nesta quinta-feira (14), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,72%, aos 178.365,86 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,9863, com queda de 0,45%.
O mercado devolveu o prêmio de risco da sessão anterior com o ruído político em torno do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ontem (13), o site Intercept Brasil divulgou um áudio de Flávio ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Isso estressou o mercado, já que o senador é o principal representante da direita nas eleições de outubro e uma vez que sua relação com Vorcaro pode inviabilizar a disputa pelo Palácio do Planalto.
Altas e quedas do Ibovespa
Depois do ‘estresse’ da sessão anterior, o Ibovespa recuperou o fôlego com melhora do apetite a risco e alívio na curva de juros futuros.
A ponta positiva foi puxada por Usiminas (USIM5). As ações da mineradora fecharam com alta de 7,97%, a R$ 9,89, no maior preço de tela desde abril de 2024.
Mais cedo, o Bradesco BBI elevou o preço-alvo de R$ 6 para R$ 10 por ação, para o final de 2026, de olho na melhora operacional, impulsionada pela alta dos preços do aço e reajustes implementados no mercado brasileiro.
Já a ponta negativa do índice foi encabeçada por Bradespar (BRAP4) e Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, em breve realização dos ganhos recentes após o contrato mais líquido do minério de ferro, negociado para setembro, encerraram as operações em Dalian, na China, em estabilidade a 817 yuans (US$ 120,30) a tonelada.
BRAP4 recuou 1,72% (R$ 22,85) e VALE3 caiu 1,70% (R$ 82,87). Apesar da baixa de hoje, a ação da mineradora acumula valorização de 1,3% na semana.
Ainda entre as blue chips, os bancos recuperaram as perdas da véspera. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com alta de 1,19%.
Em destaque, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam em estabilidade a R$ 20,76 em reação ao balanço do primeiro trimestre (1T26). Os papéis também foram os mais negociados na B3 com 101,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,445 bilhão.
Para os analistas, a queda no lucro líquido já era esperada, mas a revisão do guidance para baixo foi a ‘surpresa negativa’. “Neste momento, a revisão do guidance era algo que não fazia parte do nosso cenário-base, embora reconheçamos que provavelmente tenha sido a decisão mais prudente”, disse o BTG Pactual em relatório.
Outro peso-pesado, Petrobras (PETR4;PETR3) avançou com melhora do apetite ao risco doméstico e valorização do petróleo no mercado internacional, com o barril negociado acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 1,06%, a R$ 49,50. PETR4 registrou avanço de 0,96%, a R$ 45,00.
Exterior
Os índices de Wall Street fecharam nas máximas históricas com disparada das ações de tecnologia e expectativa de apoio de Pequim nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,75%, aos 50.063,46 pontos;
- S&P 500: +0,77%, aos 7.501,24 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,88%, aos 26.635,222 pontos – no maior nível nominal histórico.
Na Europa, os índices fecharam em alta, com o mercado ainda monitorando a crise política no Reino Unido e otimismo nas negociações entre EUA e China. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ganho de 0,76%, aos 616,05 pontos.
Na Ásia, os principais índices tiveram uma sessão mista. O índice de Nikkei, do Japão encerrou a sessão com perda de 0,98%, 62.654,05 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou estável, aos 26.389,04 pontos.