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Minerva (BEEF3) supera expectativas do Safra, que vê potencial de 114% para a ação

07 maio 2026, 13:02 - atualizado em 07 maio 2026, 13:02
minerva beef3
(Imagem: Divulgação/Minerva Foods)

A Minerva Foods (BEEF3) entregou resultados acima das expectativas do Safra no primeiro trimestre de 2026 (1T26), impulsionada por volumes fortes na América do Sul, melhora da alavancagem operacional e expansão da receita em meio ao cenário favorável para exportações de carne bovina.

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O banco destacou que o Ebitda da companhia somou R$ 1,118 bilhão no 1T26, alta de 16% na comparação anual e 10% acima das projeções da instituição financeira. O resultado também veio 9% acima do consenso de mercado.

Diante desse cenário, o Safra manteve recomendação de outperform (compra) para as ações da Minerva, negociadas a 3,6 vezes EV/Ebitda. O preço-alvo de R$ 8,50 do banco implica potencial de valorização de cerca de 114% para os papéis.

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Segundo o Safra, o desempenho operacional foi sustentado principalmente pelo crescimento dos volumes no Uruguai (+37% na base anual), Argentina (+35%) e Brasil (+23%), compensando as quedas registradas no Paraguai e na Colômbia.

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A receita líquida atingiu R$ 13,4 bilhões, avanço de 20% em relação ao mesmo período do ano passado e acima das estimativas do banco. Já a receita consolidada chegou a R$ 14,48 bilhões, beneficiada pela melhora dos preços médios em países da América do Sul — especialmente Paraguai e Colômbia.

Apesar da pressão dos custos do gado, a Minerva conseguiu preservar margens com ganhos de eficiência operacional e redução das despesas administrativas como proporção da receita. A margem Ebitda ficou em 8,3%, acima do esperado pelo Safra.

O banco também ressaltou a melhora da estrutura de capital da companhia. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda caiu para 2,7 vezes, ante 3,7 vezes no primeiro trimestre de 2025.

Mesmo com fluxo de caixa livre negativo no trimestre, reflexo da sazonalidade e da maior necessidade de capital de giro, o Safra destacou que a geração acumulada em 12 meses segue robusta, com yield de fluxo de caixa livre de 31%.

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Para os analistas, o principal ponto de atenção daqui para frente será a desaceleração da demanda chinesa após o preenchimento das cotas anuais de importação. Ainda assim, o banco avalia que a demanda global por carne bovina continua superior à capacidade atual de oferta da indústria, o que deve limitar riscos mais relevantes para o setor.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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