Rede D’or (RDOR3): Mesmo com lucro bilionário, ação é uma das principais quedas do Ibovespa; o que aconteceu?
As ações da Rede D’or (RDOR3) operavam em forte queda nesta quinta-feira (7), após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) frustrar parte das expectativas mais otimistas do mercado, apesar da melhora operacional da companhia.
Por volta das 12h05, os papéis recuavam 6,27%, a R$ 37,82, figurando entre as principais baixas do Ibovespa, que recua quase 2% – ou seja, o sentimento geral do mercado hoje já é negativo.
A leitura dos analistas foi de um trimestre sólido em termos operacionais, especialmente em hospitais e seguros, mas sem a surpresa positiva que parte dos investidores esperava após a forte valorização recente da ação.
O que decepcionou?
O BTG Pactual resumiu o sentimento em torno do resultado ao afirmar que “não houve surpresa positiva desta vez, mas ainda foi um grande trimestre”. Segundo o banco, a Rede D’Or entregou expansão de Ebitda superior a 20% tanto na operação hospitalar quanto na SulAmérica, mas a divisão de hospitais veio levemente abaixo das projeções da casa.
Ainda assim, o BTG destacou a continuidade dos ganhos operacionais da companhia, afirmando que a empresa segue “beneficiada por ganhos de escala, melhor diluição de custos fixos e uma vantagem competitiva crescente frente aos pares”. O banco também chamou atenção para o desempenho da oncologia, cuja receita avançou 24% na comparação anual.
Para os analistas, o principal fator negativo do trimestre foi o lucro abaixo do esperado, pressionado por despesas financeiras maiores e uma alíquota efetiva de imposto mais elevada do que o previsto.
Já o Itaú BBA avaliou que os resultados vieram “amplamente em linha com nossas expectativas”, destacando desempenho sólido do segmento hospitalar e nova surpresa positiva da SulAmérica em rentabilidade.
O banco ressaltou que a operação de seguros entregou Ebitda 9% acima das projeções, impulsionada por uma sinistralidade melhor do que a esperada. Além disso, apontou crescimento robusto das receitas hospitalares e avanço das margens operacionais.
Apesar disso, o Itaú também ponderou que o resultado “não trouxe grandes surpresas ou catalisadores de curto prazo”, o que poderia levar a uma reação neutra das ações, especialmente após a alta recente dos papéis.
Mesmo após a repercussão negativa do mercado nesta sessão, os dois bancos mantiveram visão positiva para a companhia.
O BTG reiterou recomendação de compra para RDOR3, com preço-alvo de R$ 54, enxergando potencial de crescimento sustentado por ganho de participação de mercado, expansão em oncologia e possíveis movimentos de consolidação no setor.
O BBA também manteve recomendação outperform, equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 56 para 2026. Para o banco, a combinação entre baixa volatilidade operacional, forte geração de caixa e potencial de consolidação ajuda a justificar o valuation premium da companhia