Natura (NATU3) é compra: JP Morgan aponta que melhora operacional vai além de ‘charme’ da empresa; entenda
A Natura (NATU3) voltou a chamar a atenção dos analistas e o JP Morgan elevou a recomendação para a companhia para overweight (o equivalente a compra), com um potencial de valorização da ordem de 40% para as ações.
A empresa, que divulga seus resultados na próxima terça-feira (12), vem conseguindo recuperar as margens financeiras e retomou um ritmo mais acelerado de crescimento, algo que chamou a atenção dos analistas Joseph Giordano, Guilherme A. Vilela, Nicolas Larrain, Giovanni Vescovi e Froylan Mendez.
Por isso, os analistas revisaram o preço-alvo das ações de R$ 10,50 para R$ 14, ainda que tenham mantido a previsão de lucro por ação (LPA, ou EPS, na sigla em inglês) para a empresa.
“Embora nossas projeções de EPS permaneçam praticamente inalteradas para 2027, a mudança no preço-alvo reflete uma nova metodologia de valuation, passando a utilizar o modelo de DCFE como principal métrica em vez do múltiplo P/L (preço sobre lucros)”, destacam os analistas.
Vale lembrar que o DCFE é a sigla em inglês para fluxo de caixa descontado ao acionista, uma das métricas do mercado determinar o valor de uma empresa com base no fluxo de caixa disponível.
Natura (NATU3): O que muda na metodologia
A mudança, dizem os analistas, reflete a conclusão do processo de simplificação dos negócios da Natura, que vem “enxugando” a operação após problemas operacionais.
A venda integral da Avon International (exceto América Latina), por exemplo, ajudou a reduzir os riscos residuais da reestruturação da empresa.
Com isso, houve uma expansão da margem financeira e uma forte geração de fluxo de caixa livre (FCF), mesmo em meio a tendências desafiadoras da conversão dos números em receita.
Além disso, os analistas destacam que a intenção da Advent International, uma das maiores de private equity do mundo, de comprar ações NATU3 a um preço médio de R$ 9,75 nos próximos 5 meses oferece suporte adicional aos papéis, enquanto a possível entrada de um conselheiro na Natura tende a fortalecer a governança e pode destravar valor.
Do mesmo modo, o JP Morgan enxerga a Natura sendo negociada com um desconto de até 20% frente aos pares, com perspectiva de taxa de crescimento de lucros composta (CAGR) de 16%, o que sinaliza uma relação risco-retorno mais atraente.
Por fim, a fraqueza esperada no primeiro semestre de 2026 deve abrir uma boa janela de entrada.