Caixa Seguridade (CXSE3): Dividendo bilionário vale a pena? Analistas calculam retorno e dão veredito
A Caixa Seguridade (CXSE3) reforçou sua fama de entregar resultados previsíveis e consistentes para os acionistas. Na última quinta-feira (8), a companhia anunciou lucro líquido de R$ 1,14 bilhão no primeiro trimestre, número em linha com as expectativas do mercado e 13,2% acima do registrado um ano antes.
Mas, mais importante do que o resultado em si, foram os dividendos: R$ 1,05 bilhão vão direto para o bolso dos investidores. E, na visão dos analistas, esse fluxo de pagamentos ainda deve continuar forte nos próximos trimestres.
Segundo a XP, os números reforçam a tese de que a Caixa Seguridade é uma empresa resiliente, altamente rentável e com forte capacidade de geração de caixa.
Ou seja: para investidores em busca de uma companhia defensiva e boa pagadora de dividendos, a seguradora segue sendo uma das principais opções da bolsa.
A visão também é compartilhada pelo BTG Pactual, que vê na Caixa Seguridade a melhor tese do setor de seguros do mercado.
“O momento operacional da CXSE continua mais forte do que o do seu principal concorrente, a BB Seguridade (BBSE3)”, afirmam os analistas. A título de comparação, CXSE sobe cerca de 30%, enquanto BBSE cai quase 5% nos últimos 12 meses.
Além disso, o BTG destaca que o portfólio de seguros da Caixa continua oferecendo um ambiente favorável para crescimento de lucros e dividendos.
Nos cálculos do banco, a companhia negocia a 11,1 vezes o lucro projetado para 2026, com dividend yield estimado em 8,2%. A recomendação tanto da XP quanto do BTG é de compra.
Como foi o trimestre da Caixa Seguridade
Para o Bradesco BBI, a Caixa entregou um trimestre amplamente em linha com as expectativas, mas com sinais positivos para os próximos períodos.
Entre os principais destaques estão:
- crescimento do crédito imobiliário;
- aceleração dos prêmios ganhos em seguros de vida; e
- maior tração do seguro prestamista, impulsionado pelo novo produto voltado ao consignado privado.
Na visão do banco, esses fatores devem ajudar a sustentar o crescimento ao longo do ano.
“A melhora da sinistralidade, especialmente em prestamista e patrimonial, reforça uma visão mais construtiva para a rentabilidade da companhia”.
Nem tudo é perfeito
Apesar do tom positivo, o Bradesco BBI mantém certa cautela.
Segundo os analistas, a dinâmica ainda fraca da previdência privada e a pressão pontual em algumas linhas de prêmios justificam uma postura mais conservadora no curto prazo.