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Embraer (EMBJ): Scotiabank inicia cobertura com recomendação de compra e vê potencial de valorização de 47%; confira

08 jun 2026, 13:21 - atualizado em 08 jun 2026, 13:21
Embraer
(Imagem: REUTERS/Roosevelt Cassio)

O Scotiabank iniciou a cobertura de Embraer (EMBJ) com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 81, o que implica um potencial de valorização de cerca de 47% em relação ao fechamento anterior, segundo o banco.

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Essa valorização, detalha o banco canadense, deve ser sustentada por quatro pilares, entre eles:

  • A carteira recorde de pedidos (backlog) de US$ 33,4 bilhões em 2026;
  • O aumento sincronizado das entregas em todos os segmentos operacionais;
  • O crescimento da divisão de Serviços & Suporte;
  • A participação de 72% na Eve Holding, desenvolvedora de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), que oferece potencial adicional de valorização em um mercado emergente.

O banco destaca que, na avaliação dos analistas, apenas o negócio principal da Embraer já justificaria uma alta de aproximadamente 27%, enquanto a Eve representa uma opção adicional de crescimento, embora com risco mais elevado.

Além disso, o banco menciona que a Embraer tem outro diferencial em relação às concorrentes: é negociada com múltiplos atrativos de 8,2x o valor de firma sobre o Ebitda (EV/Ebitda) estimado para 2027, um desconto de 25% e 42% em relação à Airbus (10,9x) e Bombardier (14,1x), respectivamente.

“Isso ocorre apesar de a empresa apresentar qualidade semelhante de carteira de pedidos e uma trajetória superior de geração de fluxo de caixa livre (FCF)”, afirma o Scotiabank.

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O banco acrescenta que mercado ainda aplica um desconto excessivo da ação da Embraer devido a preocupações com execução operacional e ao fato de a companhia estar sediada em um mercado emergente, embora suas receitas sejam majoritariamente dolarizadas e a empresa já tenha superado os impactos do fracasso da parceria com a Boeing.

Por volta das 12h55 (horário de Brasília), a EMBJ subia 0,41% (US$ 56,91) na Nova York, enquanto a EMBJ3 avançava 1,74% (R$ 73,59) no Ibovespa, figurando entre as principais altas do índice.



Maior oportunidade da Embraer nos próximos cinco anos?

Segundo os analistas do Scotiabank, a Eve negocia atualmente a apenas 0,07x o valor da carteira de pedidos (EV/backlog), o maior desconto entre as empresas do setor de eVTOL.

Para o banco, isso acontece mercado tem penalizado a companhia por quatro fatores: o atraso da certificação para 2028; o consumo anual de caixa entre US$ 225 milhões e US$ 275 milhões; a carteira composta majoritariamente por cartas de intenção não vinculantes; e a baixa liquidez das ações.

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Apesar disso, os analistas consideram que a Eve possui uma vantagem competitiva relevante por herdar da Embraer mais de 55 anos de experiência em engenharia, certificação e manufatura aeronáutica.

Pela metodologia utilizada pelo Scotiabank, a participação da Embraer na Eve vale aproximadamente US$ 11,50 por ação da Embraer. Caso a empresa cumpra o cronograma previsto para os testes de voo e certificação, os analistas estimam um potencial adicional de cerca de US$ 2,50 por ação além do preço-alvo.

Expansão da rentabilidade

O Scotiabank projeta aumento gradual das margens com o crescimento das entregas e uma participação maior dos modelos executivos Praetor 500 e Praetor 600. As margens Ebitda devem subir de 11,5% em 2026 para 12,4% em 2028, segundo o banco

“O fluxo de caixa livre deve acelerar significativamente a partir de 2027, passando de US$ 223 milhões em 2026 para US$ 911 milhões em 2029. Com isso, o retorno sobre patrimônio (ROE) poderá superar 20% até o fim da década“, diz.

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Principais riscos

Os analistas do Scotiabank Jorge Gabrich e Pedro Nascimento destacam, por ora, três riscos principais para a tese de Embraer:

  • A possível retomada de tarifas dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras do setor aeroespacial;
  • Os problemas persistentes na cadeia global de suprimentos;
  • A escalada das tensões no Estreito de Ormuz, que poderia elevar os preços dos combustíveis de aviação.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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