Petróleo

Firjan lança estudo sobre exploração de óleo e gás em áreas terrestres

26 jun 2018, 23:19 - atualizado em 26 jun 2018, 23:19

Com o objetivo de estimular a volta de investimentos em projetos de exploração de campos de petróleo e gás em áreas terrestres (onshore) foi lançado hoje (26) pelo Sistema Firjan (Federação de Indústrias do Rio de Janeiro), o estudo Ambiente Onshore de Petróleo e Gás no Brasil 2018, em parceria com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

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“Esse é um mercado que pretendemos criar para os fornecedores que operam no Rio. A motivação é a criação de mercados para os nossos fornecedores e mais federações [de indústria] foram envolvidas, entre elas Espírito Santo, Maranhão, Sergipe e Amazonas, no sentido de construir um mercado que vai demandar das nossas empresas”, afirmou a gerente de Petróleo, Gás e Naval do Sistema Firjan, Karine Fragoso, em entrevista à Agência Brasil.

O estudo recebeu contribuições de 15 instituições e quatro empresas por meio de artigos e de apoio na elaboração da publicação, como o Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que elaborou o mapa das áreas terrestres e marítimas que passam a ser incluídas na oferta permanente anunciada pelo órgão regulador. Houve a participação ainda da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo.

Segundo Karine Fragoso, o trabalho apontou que, embora haja um cenário de grande potencial econômico para uma região de campos terrestres, que costuma receber investimentos, o que vem se registrando é a queda na produção dessas áreas, justamente pela falta de aplicações em projetos. A gerente lembrou que enquanto há campos da Petrobras em áreas do pré-sal em que a produção pode chegar a 20 mil barris/dia, outras em onshore (terrestre) brasileiro, não passam em média de 17 barris/ dia.

Karine Fragoso acrescentou que o esforço agora é trabalhar essas áreas terrestres para atrair novos investidores que permitam produzir os efeitos esperados nesses locais até chegar ao óleo, mas passando por toda a cadeia produtiva. “Aí vai trazer reflexos positivos para todo o entorno e para o encadeamento produtivo que, no Brasil, sofreu com a baixa de demanda bastante significativa. Essas empresas tiveram que reduzir os seus quadros e têm capacidade ociosa capaz de atender ao mercado”.

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Na visão da gerente, a falta de investimentos neste segmento é resultado não só da queda do preço do barril no mercado global, mas ainda pelas variáveis de mudança de contexto interno do Brasil e da Petrobras, que está focando na produção na área do pré-sal. Mas ao mesmo tempo, ponderou, a decisão da estatal abre espaço para que investidores de menor porte possam se interessar pelas áreas terrestres que são menos complexas.

“O ambiente terrestre é uma condição mais amena, menos agressiva que o offshore [no mar], portanto, uma condição que não demandaria operadoras não tão grandes, mas as menores. O onshore brasileiro tem uma capacidade também de construção e estruturação do encadeamento de médias e pequenas empresas, tanto fornecedoras de bens e serviços, como investidoras e produtoras de óleo e gás nesse ambiente”, apontou.

Karine destacou que a Colômbia também realizou um projeto de oferta permanente de áreas em que os investidores podem fazer um lance a qualquer momento, como a ANP lançou aqui no Brasil e representou um sucesso. “Isso dinamizou muito a economia da Colômbia no ambiente onshore. A Colômbia, na gíria, está bombando no onshore e, enquanto isso, nós que estávamos no mesmo patamar, neste mesmo período, viemos caindo de produção”, disse.

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