Destaques da Bolsa

Vamos (VAMO3) lidera os ganhos do Ibovespa e BRAV3 é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

18 abr 2026, 10:01 - atualizado em 18 abr 2026, 10:49
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de ganhos semanais, mesmo renovando as máximas históricas e com o alívio nas tensões geopolíticas. O ‘grande vilão’ foi o retorno dos preços do petróleo para o nível de US$ 90.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 0,81% na semana e encerrou a última sessão aos 195.733,51 pontos.

Apesar da baixa, o Ibovespa renovou os recordes. Na terça-feira (14), o índice encerrou as negociações aos 198.657,33 pontos, após bater 199.354,81 pontos na máxima nominal intradia histórica.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 4,9833, no menor nível desde meados de 2024, e teve queda de 0,56% ante o real no acumulado dos últimos cinco pregões.

Por aqui, o mercado continuou a concentrar as atenções nos efeitos do conflito no Oriente Médio e suas implicações na política monetária.

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As pesquisas eleitorais também ficaram no radar. Na última quarta-feira (15), a pesquisa Genial/Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um potencial segundo turno da eleição presidencial de outubro.

Além disso, o Tesouro Nacional anunciou a oferta de títulos denominados em euros, retornando ao mercado europeu após mais de uma década de ausência de emissões nesse segmento.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo brasileiro captou 5 bilhões, demanda maior do que o previsto.

Nos Estados Unidos, o mercado acompanhou novos dados de inflação. Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) aumentaram menos do que o esperado em março.

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Mas foi o avanço das negociações entre Washington e Teerã que reduziu a aversão a risco dos investidores.

Perto do fechamento de ontem (17), a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 53,8% de chance de o Fed retomar o afrouxamento monetário na primeira reunião de 2027, em 27 de janeiro. A probabilidade majoritária é de um corte de 25 pontos-base, com 38,4% de chance. No início da semana, o mercado precificava o ciclo de cortes somente a partir de julho de 2027. Hoje, as taxas de juros estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Alívio no Oriente Médio

As tensões no Oriente Médio desescalaram na última sessão da semana.

Na manhã de sexta-feira (17), o ministro das Relações Exteriores do Irã anunciou a liberação total da passagem de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo no Líbano. A trégua entre Líbano e Israel foi acordada na véspera (16), entrou em vigor no dia seguinte, com duração de 10 dias.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também declarou que Irã concordou em “nunca mais” voltar a fechar o Estreito de Ormuz.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, era o principal ponto de atenção do mercado.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta principalmente grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia.

Há ainda a expectativa de um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã. Trump disse a jornalistas na tarde da última quinta-feira (16) que poderia viajar ao Paquistão caso um acordo para pôr fim à guerra no Irã fosse assinado no país.

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Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Vamos (VAMO3).

No início da semana, a companhia em conjunto com a Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e JSL (JSLG3), anunciaram a aprovação dos aportes da BNDESPar, segmento de participações do BNDES.

Segundo as empresas, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovaram o aporte, que visa o aumento de capital das companhias.

A Vamos, por exemplo, deve receber investimentos entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões.

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O anúncio de aumento de capital bilionário da holding Simpar e das controladas Vamos e Movida, com BNDESPar como investidora âncora, foi anunciado em março. O segmento de participações do BNDES também tem a opção para adquirir participação na JSL. O aporte total é estimado em R$ 1,5 bilhão.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 13 e 17 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
VAMO3Vamos ON11,08%
AZZA3Azzas 21546,35%
CSNA3CSN ON5,76%
CPFE3CPFL Energia ON4,85%
TOTS3Totvs ON4,73%
IGTI11Iguatemi ON4,72%
RENT4Localiza PN4,52%
RENT3Localiza ON4,37%
DIRR3Direcional ON4,05%
EGIE3Engie ON4,02%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Brava Energia (BRAV3).

As ações da junior oil foram pressionadas, em parte, pela queda dos preços do petróleo. O contrato mais líquido do Brent para junho, referência para o mercado global, acumulou recuo de 5,6%, encerrando a semana a US$ 90,38 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Além disso, a companhia anuncio queda na produção trimestral nos primeiros três meses deste ano.

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A petroleira júnior registrou produção média diária de 75,983 mil barris de óleo equivalente (boe/d) entre janeiro em março. Entre outubro e dezembro de 2025 (4T25), a média diária do 4T25 foi de 76,728 mil boe/d, enquanto os dois anteriores foram de 91,813 mil boe/d (3T25) e 85,872 mil boe/d (2T25).

Na avaliação do Safra, a Brava reportou números de produção negativos em março, com a produção caindo 7% na comparação mensal.

Para a XP, “a produção permanece bem abaixo dos níveis observados em meados de 2025. O principal fator para o desempenho mais fraco foi Atlanta, onde a produção foi afetada por uma intervenção realizada em uma das bombas do campo após uma falha”.

Veja as quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRAV3Brava Energia ON-10,20%
RECV3PetroReconcavo ON-8,95%
PRIO3PRIO ON-8,85%
WEGE3Weg ON-8,00%
HAPV3Hapvida ON-7,70%
PETR3Petrobras ON-5,91%
CSAN3Cosan ON-5,91%
BRKM5Braskem PN-5,75%
PETR4Petrobras PN-5,73%
SLCE3SLC Agrícola-5,69%

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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