Ibovespa futuro sobe com dados de emprego e de olho nos juros nos EUA; dólar cai a R$ 5,10
O Ibovespa futuro (INDFUT) subiu 0,61%, aos 175.010 pontos após a abertura, às 9h (horário de Brasília),
Já o dólar à vista abriu em leve queda ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior, a R$ 5,1060 (-0,05%). O DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,21%, aos 100.677 pontos.
Por aqui, os investidores acompanham novos dados do mercado de trabalho. Hoje, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% nos três meses até junho, em linha com a previsão dos analistas consultados pela Reuters.
Ontem (29), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou a criação de 145.161 vagas formais de trabalho em junho, acima do esperado pelo mercado. A mediana da pesquisa Projeções Broadcast apontava para a criação líquida de 110 mil vagas no período, enquanto as estimativas variavam entre 80 mil e 147 mil postos de trabalho.
“O Caged mostrou que o mercado de trabalho segue resiliente, reforçando a percepção de atividade ainda sólica apesar do ambiente de juros elevados. Hoje, a PNAD Contínua confirmou essa leitura”, avalia o economista Guilherme Sousa, da Ativa Investimentos.
“Por outro lado, a melhora recente dos indicadores de inflação sugere que a resiliência do emprego não tem gerado pressão excessiva sobre os preços”, acrescentou.
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, caiu 1,16% em julho, um pouco mais do que o esperado, após recuo de 0,50% no mês anterior, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta manhã.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1,09%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,76%.
Internacional
No cenário externo, as atenções continuam concentradas na política monetária. Mais cedo, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve os juros em 3,75% ao ano, em uma decisão não-unânime: dos 9 membros, três voltaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros.
A dissidência foi maior do que a esperada pela maioria dos economistas consultados pela Reuters, que projetavam manutenção dos juros por 7 votos a 2.
Além disso, o mercado segue reagindo à decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), que manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.
Por lá, a decisão também não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos nove diretores do Fed discordaram da decisão unificada.
“A comunicação do Fed trouxe dúvidas sobre a condução da política monetária à frente. Embora tenha reforçado o compromisso com o controle da inflação, [o presidente do BC, Kevin] Warsh evitou explicar em que condições voltaria a elevar os juros”, afirmou Rafael Passos, analista e sócio da Ajax Asset.
Na geopolítica, Estados Unidos atacou diretamente o Irã pela primeira vez desde a retomada das tensões no fim de semana.
Os ataques dos EUA ocorreram depois que o Irã confirmou, ontem, ter disparado mísseis balísticos contra tropas dos EUA na Jordânia.
Confira as cotações do petróleo, por volta das 9h30 (horário de Brasília):
- Brent para outubro de 2026: -0,78%, a US$ 87,40 o barril;
- WTI para setembro de 2026: -0,36%, a US$ 84,16 o barril.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo