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INSS: Governo adota bônus a servidores e peritos para zerar fila até setembro

09 jun 2026, 12:04 - atualizado em 09 jun 2026, 12:04
INSS, Previdência Social, Aposentadoria, Brasil, Governo, Instituto Nacional do Seguro Social
Sede do INSS, em Brasília: governo concede bônus a servidores e peritos (Agência Brasil/ Marcello Casal Jr.)

O governo federal corre contra o relógio para zerar, até o final de setembro, pedidos para concessão de benefícios que estão atrasados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A meta, colada no calendário eleitoral, visa liquidar o estoque de requerimentos que aguardam análise há mais de 45 dias, neutralizando um dos principais focos de desgaste político da gestão do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Para agilizar processos, destravar as análises e diminuir as filas, o Executivo implementou o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), restabelecendo bônus de produtividade de R$ 68 por processo para servidores do INSS e de R$ 75 por perícia para médicos. O custeio das atividades extras tem sido feito por meio de liberações e remanejamentos orçamentários.

A iniciativa ajudou o órgão a acelerar o ritmo de análises, com um volume de 890 mil concessões em um único mês e a reduzir o tempo médio de espera em regiões para a faixa de até 40 dias – com variações de 40 dias no Sul/São Paulo a mais de 100 dias no Nordeste.

O tamanho da fila e o plano político

A eliminação do gargalo é vista como estratégica pelo governo federal para evitar que a oposição explore falhas no atendimento ou resgate o escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias para minar a reeleição. Em maio, a fila total somava 2,2 milhões de pedidos, mas o foco da ação está nos 765 mil requerimentos que estouraram o prazo legal de 45 dias de análise.

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A ação começou a dar resultados após o pico de janeiro, quando o estoque era de 1,9 milhão de processos. Desde então, o INSS vem conseguindo reduzir o passivo a um ritmo médio de 280 mil pedidos por mês. Mantida essa velocidade, o governo acredita ser capaz de zerar a espera até o fim de setembro.

Mudança de gestão na Previdência

A crise acendeu o alerta após a fila de espera atingir a marca de 2,7 milhões de pedidos acumulados. Diante do desgaste político e dos desdobramentos da “Operação Sem Desconto”, que investigou desvios bilionários em fraudes de descontos associativos, Lula exonerou o então chefe do órgão, Gilberto Waller Júnior, em abril de 2026.

A nova presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, assumiu com o objetivo de reestruturar a autarquia e acelerar a concessão de benefícios. A troca de comando marcou a decisão do governo de superar a crise deixada pelas investigações e focar os esforços na modernização operacional e no aumento da produtividade das agências.

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*Com supervisão de Gustavo Porto

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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