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Nem IA atrapalha a Totvs (TOTS3)? Ação dispara 6% após balanço sólido do 1T26; confira o que dizem os analistas

07 maio 2026, 12:34 - atualizado em 07 maio 2026, 12:34
Totvs
(Imagem: REUTERS/Aluisio Alves)

A Totvs (TOTS3) despontou como a segunda maior alta do Ibovespa nesta quinta-feira (7) após os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) surpreenderem positivamente o mercado.

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Na máxima, o papel chegou a disparar 6,04%, a R$ 35,10. No período, a companhia reportou lucro líquido de R$ 252 milhões, um avanço de 16,6% na comparação anual. A receita líquida consolidada somou R$ 1,6 bilhão no 1T26, alta de 15,6% na comparação anual.

Já a receita recorrente cresceu 18,5%, para R$ 1,46 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado avançou 24,3%, alcançando R$ 455 milhões. A margem Ebitda ajustada foi de 28,5%, um avanço de dois pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Por volta das 12h (horário de Brasília), a TOTS3 subia 5,71%, a R$ 34,99.



Na avaliação de analistas, o resultado — que contou pela primeira vez com a participação da Linx — surpreendeu em termos de execução e margem, além de apresentar uma harmonização contábil acima do esperado para o novo ativo.

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Por outro lado, os riscos associados à inteligência artificial (IA) seguem no radar e podem mexer com a cotação da Totvs à frente.

Risco de bolha de IA

O Banco Safra considera que o balanço da Totvs mostrou execução forte e margem recorde, além de ser o primeiro balanço com a participação da Linx, que contribuiu com apenas um mês de resultados, uma vez que a aquisição foi concluída em 27 de fevereiro.

O ativo, divulgado separadamente, apresentou receita de R$ 100 milhões, Ebitda de R$ 18 milhões e margem Ebitda de 18,1% em março, segundo a Totvs, embora com base em apenas um mês de consolidação.

As margens de 14,5% e 18,1% refletem ajustes de PPA e harmonização de reporte em relação à divulgação histórica da Linx sob a Stone, incluindo menor capitalização de despesas de capital (capex) de software, maior opex em pesquisa e desenvolvimento (P&D), maiores provisões para perdas esperadas e maiores provisões para contingências.

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“Gostamos do desempenho de margem, que tende a ser bem recebido pelos investidores e reforça nossa recomendação de compra, embora a narrativa global de risco de inteligência artificial (IA) sobre pares de software possa continuar pressionando o papel no curto prazo, apesar da entrega operacional”, avalia o Safra.

O banco destaca ainda que os investimentos em P&D avançaram 26% na base anual impulsionados por iniciativas de IA nos produtos. Os números, no entanto, foram mais do que compensados por ganhos de eficiência comercial.

O Safra tem preço-alvo de R$ 50, o que implica um potencial de valorização de 52% ante o último fechamento (6).

Harmonização contábil da Linx

Para o Itaú BBA, a Totvs mostrou fundamentos sólidos, mas o destaque foi a harmonização contábil da Linx, maior do que o esperado pelo mercado. Os ajustes feitos incluem a redução dos ativos intangíveis relacionados ao desenvolvimento de software e aumento nas despesas de pesquisa e desenvolvimento; o aumento na provisão para perdas esperadas com crédito; e o aumento nas provisões para contingências.

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“Diante disso, as perspectivas de integração e os ganhos rápidos (“low-hanging fruits”) desse M&A provavelmente serão temas centrais da teleconferência de amanhã”, considera o banco.

Na avaliação do BBA, esses ajustes provavelmente levarão a revisões para baixo nas estimativas da Linx pelo mercado. Ainda assim, afirma, vale destacar que março já mostrou recuperação inicial, com margem Ebitda ajustada atingindo 18,1%, versus 14,5% no 1T26.

“A Totvs parece otimista quanto às perspectivas de expansão de rentabilidade nos próximos trimestres”, afirma o banco.

Já a receita líquida veio em linha com as expectativas do banco, com avanço de 16% na comparação anual. Segundo o BBA, o número foi impuslcionado pelo forte crescimento do volume em Management, apesar dos ventos contrários do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no trimestre.

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A rentabilidade de Management atingiu 30,2% influenciada pelos impactos positivos da inteligência artificial e alavancagem operacional.

O BBA manteve a recomendação de compra para TOTS3, com preço-alvo de R$ 60, o que implica um potencial de valorização de 82% na comparação com o fechamento anterior.

Gestão de margens ‘impressionante’

O BTG Pactual destaca que o ritmo de adições na receita recorrente anual alcançado pela Totvs no 1T26, em um ambiente de inflação mais baixa, aponta para uma atividade comercial muito forte, com estimativa de que vendas tenham avançado cerca de 30% na comparação anual.

O banco afirma que o principal destaque da divisão foi a rentabilidade. O Ebitda da Gestão alcançou R$ 430 milhões, um avanço de 24% na base anual, enquanto a margem Ebitda expandiu para 30,2%.

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Em relação aos ativos da Totvs, o BTG avalia que as receitas da RD Station foram fracas, mas a rentabilidade indicou solidez.

Para o banco, os resultados da Techfin foram “razoáveis”, com aumento de 25% das despesas operacionais devido a maiores provisões para perdas esperadas com crédito, refletindo a deterioração do ambiente de crédito no Brasil, especialmente no agronegócio. Apesar disso, os níveis de inadimplência da divisão permanecem abaixo de 40% da média do mercado brasileiro.

O BTG tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 55, o que implica em um potencial de valorização de 66,2% ante o último fechamento.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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