Flávio Day 2.0 e guerra no Irã: XP aponta as melhores ações para enfrentar turbulência política e geopolítica; veja as favoritas
A Suzano (SUZB3), a Klabin (KLBN11) e a WEG (WEGE3) foram destacadas pela XP Investimentos como as ações mais defensivas em um cenário de aversão a risco global e doméstico.
A análise vem em meio ao aumento da incerteza macroeconômica tanto internamente quanto no exterior, de acordo com os analistas.
O ruído político no Brasil, especialmente em torno do senador Flávio Bolsonaro, criou imprevisibilidade sobre alianças políticas e aumentou a insegurança do mercado, que não enxerga sinais claros sobre o andamento das eleições.
Lá fora, as preocupações sobre o avanço do conflito entre Irã e Estados Unidos reforça “um ambiente macro global mais frágil”, segundo o relatório.
Diante disso, a XP aponta uma distribuição mais ampla de cenários macroeconômicos possíveis para o Brasil, especialmente em juros, câmbio e prêmio de risco.
São eles:
– Escalada do conflito + deterioração da percepção de risco do Brasil, com indicação de Suzano, Klabin e WEG.
– Escalada do conflito + melhora da percepção sobre o Brasil, com indicação de Gerdau (GGBR4), Fras-le (FRAS3), Usiminas (USIM5) e Marcopolo (POMO4).
– Desescalada do conflito + deterioração da percepção sobre o Brasil, com indicação de Aura Minerals (AURA33), Embraer (EMBJ3) e Vale (VALE3).
– Desescalada do conflito + melhora da percepção sobre o Brasil, com indicação de CSN (CSNA3), Randon (RAPT4) e Tupy (TUPY3).
Os analistas ainda destacaram a volatilidade das ações brasileiras, sinalizando um aumento dos riscos domésticos, que devem permanecer elevados durante o período eleitoral, e uma desescalada mais lenta do que o esperado no conflito do Oriente Médio.
*Com supervisão de Maria Carolina Abe