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Minerva (BEEF3): BTG aponta redução para ‘almofada de segurança’ após 1T26; hora de comprar?

07 maio 2026, 12:29 - atualizado em 07 maio 2026, 12:29
Minerva beef3 (4)
(Imagem: Divulgação/Minerva Foods)

A Minerva Foods (BEEF3) entregou um primeiro trimestre de 2026 (1T26) com execução operacional considerada sólida pelo BTG Pactual, mas o banco segue cauteloso com a tese da companhia por conta do elevado endividamento e da pressão sobre a geração de caixa. O banco mantém recomendação neutra para ação e preço-alvo de R$ 7.

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Em relatório divulgado após os resultados, o BTG destacou que a empresa conseguiu navegar bem em um cenário marcado por alta do preço do gado, volatilidade cambial e desafios logísticos, usando sua diversificação geográfica para preservar margens.

Ainda assim, o ponto que mais chamou atenção dos analistas foi a redução da chamada “almofada de segurança” da companhia — referência ao elevado nível de caixa historicamente mantido pela Minerva.

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No trimestre, a posição de caixa caiu R$ 4 bilhões, encerrando março em R$ 10,8 bilhões. Segundo o banco, cerca de R$ 3 bilhões desse montante foi utilizado para reduzir a dívida bruta.

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“O grande volume de caixa sempre funcionou como uma espécie de seguro para a Minerva”, escreveram os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla. Apesar de oferecer maior flexibilidade em momentos de estresse no setor, o BTG lembra que manter caixa elevado também tem custo, já que o rendimento financeiro desses recursos é inferior ao custo da dívida da empresa.

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A dívida líquida da Minerva avançou R$ 940 milhões no trimestre, principalmente por conta das necessidades de capital de giro. Ainda assim, o banco avaliou positivamente o movimento de redução da alavancagem bruta.

Além disso, a instituição ressaltou que a política mínima de caixa da companhia — equivalente a cerca de três meses de compras de gado — gira em torno de R$ 11 bilhões, praticamente o mesmo patamar reportado ao fim do trimestre.

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BEEF3: Operação forte, mas valuation ainda limita tese

Do lado operacional, o BTG avaliou que a Minerva conseguiu preservar sua rentabilidade ao reduzir o ritmo de abates no Brasil, diante do encarecimento do boi, e ampliar operações em outros países da América do Sul.

O banco também chamou atenção para a queda da participação das exportações nas vendas brasileiras, que recuou para 58,7%, movimento atribuído à melhora dos preços domésticos da carne bovina no Brasil.

Apesar dos elogios à operação, o BTG manteve recomendação neutra para as ações da Minerva.

Na visão do banco, o principal problema segue sendo o custo implícito do endividamento, que consome grande parte da geração operacional de caixa e reduz o potencial de retorno ao acionista.

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Os analistas afirmam que poderiam ter uma visão mais construtiva para o papel caso a companhia adotasse uma estratégia ainda mais conservadora de desalavancagem, mesmo que isso implique menor pagamento de dividendos e redução de investimentos no curto prazo.

O BTG também vê como sinais positivos a decisão da empresa de distribuir dividendos mínimos ao fim de 2025 e a percepção de que, após a transação com a Marfrig, a Minerva deve evitar grandes aquisições nos próximos anos.

Ainda assim, o valuation não convence totalmente. Segundo o banco, o fluxo de caixa livre estimado para o acionista em 2027 implica um “FCF yield” de apenas 9%, patamar considerado pouco atrativo no cenário atual.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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