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Sam Bankman-Fried faz pedido formal de perdão presidencial a Donald Trump

08 jun 2026, 15:05 - atualizado em 08 jun 2026, 15:05
Sam Bankman-Fried, ex-CEO da FTX (Imagem: FTX/Reprodução - https://finance.yahoo.com/news/sam-bankman-fried-says-ftx-150947960.html)
Sam Bankman-Fried, ex-CEO da FTX (Imagem: FTX/Reprodução)

O cofundador da FTX, Sam Bankman-Fried, o SBF, apresentou oficialmente um pedido de perdão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acordo com o site do Escritório do Advogado de Perdões do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As informações são da Bloomberg.

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O ex-CEO da corretora que entrou em falência cumpre uma pena de 25 anos de prisão após ter sido condenado por acusações de fraude e lavagem de dinheiro em 2024. Trump concedeu perdão a centenas de pessoas durante seu segundo mandato, com o caso mais emblemático sendo o de Ross William Ulbricht, criador da plataforma Silk Road.

Embora a maioria desses beneficiados tenha participado dos eventos de 6 de janeiro de 2021, muitos também haviam sido condenados por crimes financeiros.

Uma análise da NBC News publicada em janeiro constatou que mais da metade dos perdões individuais concedidos foram para pessoas condenadas por crimes de colarinho branco — como lavagem de dinheiro, fraude bancária e fraude eletrônica.

Trump também concedeu perdão a diversas pessoas que doaram grandes quantias para suas campanhas políticas. Segundo a Bloomberg, muito poucos dos indivíduos perdoados por ele haviam apresentado um pedido formal ao Departamento de Justiça antes de receberem o benefício.

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Relembre o caso da FTX

A FTX foi uma corretora de criptomoedas com ascenção meteórica durante o bull market do mercado cripto de 2021.

Entretanto, no inverno cripto de 2022, a queda do preço das criptomoedas e o colapso do protocolo Terra (LUNA) fez com que diversos fundos e plataformas, como Celsius e Three Arrows Capital, também viessem à falência.

A FTX chegou a atuar como uma espécie de salvadora do setor, oferecendo linhas de crédito e socorro financeiro para companhias em dificuldades. O próprio Bankman-Fried afirmava que a corretora ainda possuía bilhões de dólares disponíveis para estabilizar o mercado.

A queda começou em novembro de 2022, quando surgiram dúvidas sobre a saúde financeira da Alameda Research, um dos segmentos da FTX. Investigações e reportagens revelaram que uma parcela significativa dos ativos da Alameda estava vinculada ao token FTT, criado pela própria FTX. O mercado passou a questionar a solvência do grupo, desencadeando uma corrida de saques por parte dos clientes. Em poucos dias, a FTX ficou sem liquidez para atender os resgates. Uma tentativa de aquisição pela rival Binance chegou a ser anunciada, mas foi abandonada após análise preliminar das contas da empresa.

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Com a falência da FTX, veio à tona o que promotores americanos classificaram como um dos maiores esquemas de fraude financeira da história recente. Segundo as investigações, bilhões de dólares depositados por clientes da corretora teriam sido desviados para a Alameda Research, que utilizou esses recursos em investimentos de risco, aportes em startups, doações políticas e compra de imóveis.

A falta de controles internos e de registros contábeis adequados chocou até especialistas acostumados a grandes recuperações judiciais.

O colapso da FTX provocou um efeito dominó em todo o mercado de criptomoedas, derrubando preços, levando outras empresas à insolvência e aumentando a pressão regulatória sobre o setor. Em 2024, Sam Bankman-Fried foi condenado a 25 anos de prisão por fraude e lavagem de dinheiro.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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