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Tether (USDT) congela US$ 344 milhões em stablecoins a pedido do governo dos Estados Unidos

23 abr 2026, 10:53 - atualizado em 23 abr 2026, 10:53
Tether (USDT). (Imagem divulgação)
Tether (USDT). (Imagem divulgação)

A Tether, emissora da stablecoin USDT, anunciou nesta quarta-feira (23) que colaborou com o governo dos Estados Unidos para congelar mais de US$ 344 milhões na criptomoeda da empresa, distribuídos em dois endereços digitais. A medida foi tomada após a identificação das carteiras, impedindo a movimentação adicional dos recursos.

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Segundo a Tether, a ação ocorreu após o compartilhamento de informações por autoridades americanas sobre atividades associadas a condutas ilícitas. Quando carteiras são vinculadas à evasão de sanções, redes criminosas ou outras práticas ilegais, a Tether tem o poder de restringir os ativos.

Esse tipo de intervenção, de acordo com a companhia, já se tornou parte rotineira da resposta a solicitações legais de autoridades nos EUA e em outros países.

Atualmente, a empresa afirma cooperar com mais de 340 agências de aplicação da lei em 65 países, atuando diretamente com investigadores durante casos em andamento — e não apenas após a dispersão dos recursos.

A Tether destaca ainda que mantém uma política de tolerância zero para o uso criminoso de seus produtos financeiros, incluindo o USDT, e segue diretrizes do Office of Foreign Assets Control (OFAC), responsável, entre outras funções, pela lista de indivíduos e entidades sancionados.

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No total, essa cooperação já apoiou mais de 2.300 investigações globais, sendo mais de 1.200 ligadas às autoridades dos EUA, e resultou no congelamento de mais de US$ 4,4 bilhões em ativos — dos quais cerca de US$ 2,1 bilhões associados diretamente a órgãos americanos.

Tether (USDT) e o uso de blockchain públicas

A empresa também ressalta que blockchains públicas oferecem uma vantagem relevante em relação ao dinheiro em espécie: a rastreabilidade. Transações podem ser monitoradas, carteiras sinalizadas e ativos bloqueados antes que sejam transferidos novamente.

“USDT não é um porto seguro para atividades ilícitas”, afirmou Paolo Ardoino, CEO da Tether. Segundo ele, ao identificar conexões confiáveis com entidades sancionadas ou redes criminosas, a empresa age de forma imediata.

A iniciativa faz parte de um padrão mais amplo de cooperação entre a Tether e autoridades americanas. O Department of Justice (DoJ) já reconheceu o apoio da empresa em operações que levaram à apreensão de quase US$ 61 milhões e cerca de US$ 225 milhões ligados a fraudes conhecidas como “pig butchering”.

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Segundo a companhia, esses casos demonstram que ativos digitais em blockchains públicas permanecem ao alcance das autoridades quando há coordenação com emissores.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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