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Lojas Renner (LREN3): Por que a ação tomba 4% mesmo com margem e lucro recordes no 1T26; ainda vale investir?

08 maio 2026, 13:19 - atualizado em 08 maio 2026, 13:19
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(Imagem: Flávya Pereira/Money Times)

As ações da Lojas Renner (LREN3) apareceram entre os destaques da ponta negativa do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (8), chegando a recuar 4,02% (R$ 14,34%), na mínima, mesmo após registrar lucro e margem recordes no primeiro trimestre de 2026.

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A varejista reportou lucro líquido de R$ 257,3 milhões, uma alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os analistas, no entanto, consideraram os dados da Lojas Renner como mistos, com as tendências mais fracas de receita pesando na ponta negativa, enquanto a forte margem bruta do varejo e resultados da Realize foram os destaques positivos. A maioria das casas manteve recomendação neutra para o papel.

Por volta das 12h50 (horário de Brasília), a LREN3 recuava 3,41%, a R$ 14,26. Já o Ibovespa, avançava 0,74%, aos 184.574,98 pontos.



No 1T26, a receita líquida de varejo somou R$ 2,88 bilhões, crescimento de 4,3% na comparação anual, enquanto as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 3,2%. No segmento de vestuário, principal operação da companhia, a receita cresceu 5,1%, para R$ 2,56 bilhões, com SSS de 3,7%.

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A margem bruta do varejo atingiu 56,7%, avanço de 1,6 ponto percentual na comparação anual e recorde histórico para um primeiro trimestre. Já a margem bruta de vestuário subiu 1,9 ponto, para 58%.

Desafio no 2T26

O Itaú BBA considera que o balanço da Lojas Renner foi “levemente positivo” ao considerar a margem bruta recorde no primeiro trimestre de 2026, além da surpresa positiva com os resultados da Realize, que compensaram uma receita mais fraca.

No entanto, o crescimento das SSS, de 3,2% ficou abaixo da estimativa do banco de investimentos, que era de 4,5%. Além disso, a receita do varejo cresceu 4,3% na comparação anual, para R$ 2,876 bilhões, com SSS de vestuário de 3,7%, abaixo de: Riachuelo (RIAA3) (+10,1%) e C&A Brasil (CEAB3) (4,8%).

Ainda assim, a avaliação do BBA é de que a qualidade do trimestre foi o principal destaque, com o avanço da margem bruta do varejo sendo observado em todo setor, inclusive nas concorrentes, e o Ebitda da Realize, de R$ 123 milhões, impulsionado por menores perdas de crédito.

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“Olhando adiante, o segundo trimestre enfrenta a base de comparação mais difícil do ano. Mesmo com um primeiro semestre forte, atingir crescimento de 9% nas receitas de vestuário (limite inferior do guidance) parece improvável, o que implica necessidade de crescimento de dois dígitos no segundo semestre”, afirma o BBA.

O banco de investimentos destaca ainda que fundos multimercado vêm reduzindo a exposição ao ativo antes do segundo trimestre devido a preocupações com:

  • clima potencialmente mais quente;
  • feriados prolongados;
  • e a Copa do Mundo.

Enquanto isso, a C&A, negociando a cerca de 7x o múltiplo de relação entre preço e lucro (P/L) em 2026, continua atraindo maior interesse relativo dos investidores institucionais, detalha.

O BBA segue com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 16, o que implica um potencial de valorização de 8,9% em relação ao fechamento anterior.

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Resultados sólidos, mas com um fator de atenção

Para a XP Investimentos, a despeito das SSS terem ficado abaixo dos pares e do esperado pela corretora e da tendência mais fraca de receita, os resultados da Renner foram sólidos. No entanto, afirma, a retomada do crescimento das vendas é fundamental para que investidores ganhem conforto com a tese.

“Ainda assim, acreditamos que o trimestre confirma os ganhos a serem destravados pelo novo modelo de negócios da companhia, enquanto iniciativas de eficiência devem ser implementadas a partir do segundo semestre”, explica a XP.

Para a corretora, os destaques positivos da Lojas Renner também foram a forte margem bruta do varejo e o desempenho da Realize.

Além disso, a XP destaca que, mesmo com o impacto negativo de 1 ponto percentual nas vendas com a transição digital do centro de distribuição do Rio de Janeiro, a LREN3 teve uma dinâmica de margem bruta alinhada aos pares e entregou a maior expansão, de avanço de 1,9 p.p. em vestuário, levando ao maior patamar de margem bruta de vestuário.

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A XP segue com recomendação de compra para o papel.

Margens foram o grande destaque

Na avaliação do JP Morgan, o resultado do 1T26 da Lojas Renner teve pontos positivos e negativos, apesar de ter reportado números melhores do que o esperado.

“Por um lado, as vendas mesmas lojas (SSS) do varejo ficaram em 3,2%, com SSS de 3,7% no segmento de vestuário, ainda abaixo dos pares mesmo ajustando o impacto negativo estimado de 100 pontos-base causado pela migração do centro de distribuição do e-commerce”, afirma o banco.

Por outro lado, o JP Morgan destaca positivamente o Ebitda ajustado, de R$ 534 milhões, uma alta de 8% na comparação anual e 7% acima do consenso do mercado.

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Isso, detalha o banco, foi impulsionado por ganhos de margem bruta maiores do que o esperado, provavelmente recorrentes e refletindo melhorias na estrutura da cadeia de suprimentos, e por controle de despesas.

O JP Morgan manteve a recomendação neutra para LREN3.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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