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Yduqs (YDUQ3) salta após balanço do 1T26; dois bancos projetam valorização de mais de 100% das ações até dezembro

08 maio 2026, 13:55 - atualizado em 08 maio 2026, 14:16
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(Imagem: Shutterstuck)

Entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (8), as ações da Yduqs (YDUQ3) ‘brilham’ em reação ao balanço do primeiro trimestre (1T26).

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Por volta de 13h40 (horário de Brasília), YDUQ3 tinha avanço de 6,99%, a R$ 10,87, figurando como a segunda maior alta do IBOV e após renovar máxima intradia com ganho de 7,87% (R$ 10,96). Acompanhe o Tempo Real.



A Yduqs reportou lucro líquido ajustado de R$ 150,4 milhões no 1T26, redução de 2% em relação ao igual período de 2025. Sem ajustes, o lucro foi de R$ 65 milhões, queda de 49% na base anual de comparação.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado ficou em R$ 504 milhões no período, 2% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

A receita líquida do período somou R$ 1,509 bilhão, crescimento de 1% em base anual de comparação.

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Já dívida líquida alcançou R$ 2,848 bilhões ao final do primeiro trimestre de 2026, alta de 4,1% em base anual de comparação. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, ficou em 1,53 vez.

Outros números de Yduqs

A educacional encerrou o primeiro trimestre com uma base total de 1,389 milhão de alunos, queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Do total, 997,6 mil são da modalidade de ensino a distância, redução de 6,3% na base anual.

O ensino presencial encerrou o período com 368,1 mil alunos, alta de 16,7% ante o observado um ano antes. Já no ensino Premium (Ibmec e Idomed), há 23,7 mil estudantes, alta de 9,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

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Novo marco regulatório em vigor

Sem novidades nas tendências operacionais. É assim que o Itaú BBA avalia o balanço da educacional.

Para os analistas, o resultado de Yduqs refletiu o ciclo de captação ainda fraco, como o esperado, devido às mudanças do novo marco regulatório sobre as modalidades de ensino presencial, semipresencial e a distância (EAD).

“O tom operacional permanece consistente com o 4T25: o segmento oremium continua sustentando os resultados, o ensino a aistância segue pressionado pela regulação, e o presencial continua estável”, escreveu a equipe de analistas liderados por Vinicius Figueiredo, em relatório.

Já o Safra avaliou os números como “mistos”, também destacando que a mudança regulatória resultou em margens mais fracas no presencial e no EAD no primeiro ciclo de captação totalmente sob o novo marco.

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O BTG Pactual, por sua vez, considerou que a companhia reportou “mais um conjunto de resultados fraco”.

“O trimestre não eliminou completamente as incertezas levantadas no 4T, já que as tendências do resultado operacional permaneceram fracas fora do segmento premium, em meio à transição contínua para o novo marco regulatório”, afirmaram os analistas Samuel Alves e Maria Resende.

A dupla, porém, chamou a atenção para a geração de Fluxo de Caixa Livre para o Acionista (FCFE, na sigla em inglês). “O fluxo de caixa livre veio forte, em R$ 276 milhões, alta de 10% no ano contra ano, o melhor primeiro trimestre da história da companhia e em linha com nossa visão, sustentado pela sazonalidade positiva da arrecadação e por maior disciplina de capital de giro”, destacaram os analistas.

O marco regulatório foi anunciado há um ano pelo Ministério de Educação (MEC) e estabeleceu a obrigatoriedade de ensino presencial para os cursos de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia.

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Outros cursos da área de saúde e licenciatura também não podem ser ofertados a distância, mas as instituições educacionais podem lançar mão do formato semipresencial.

Novo guidance

As atenções dos analistas – e dos investidores – se concentram nas revisões de guidance (projeções) da companhia.

Agora, a Yduqs projeta um FCFE de R$ 520 milhões a R$ 620 milhões em 2026.

“A mudança de foco para FCFE como principal métrica de acompanhamento, em vez do lucro reportado, é por si só um sinal. Ela reflete a tentativa da administração de reposicionar a narrativa de equity em torno da geração de caixa, já que a previsibilidade da entrega de lucros se tornou estruturalmente mais fraca”, destacaram os analistas Thiago Marmo, Ricardo Boiati e Rafael Une, do Safra, em relatório.

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O guidance de lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) também foi reduzido. A Yduqs passou a projetar EPS entre R$ 1,40 e R$ 2,00 neste ano. Para os anos entre 2027 e 2030, a estimativa é de lucro de R$ 2,00 a R$ 3,50 por ação.

Anteriormente, a projeção era de lucro entre 3,00 a R$ 4,00 por ação em 2027 e de R$ 3,50 a R$ 4,50 no período entre 2028 e 2030.

Os analistas do Safra consideraram o “corte significativo em toda a curva futura”.

“Em nossa visão, o corte formaliza a recorrente frustração da companhia na entrega de EPS nos últimos trimestres, e a ampla faixa, especialmente no piso, aponta para um cenário de lucros frágil sob o novo marco regulatório”, afirmaram em relatório do Safra.

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“Mesmo após a forte revisão do guidance, o risco de execução no curto prazo para entrega do EPS continua sendo o principal ponto de atenção daqui para frente”, acrescentaram.

O que fazer com as ações agora?

Em geral, os bancos mantiveram a recomendação de compra para as ações YDUQ3 após o balanço do 1T26.

Com o foco no novo guidance, os analistas Márcio Osako e Henrique Colla, do Bradesco BBI, consideram que a projeção implica uma alta de geração de FCFE entre 19% e 23%, “o que reforça a atratividade do valuation atual”.

Confira as recomendações e preços-alvos para YDUQ3 que o Money Times teve acesso:

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Banco/CorretoraRecomendação Preço-alvoPotencial de valorização*
Bradesco BBICompra R$ 16,0057,48%
BTG PactualCompra R$ 23,00126,38%
Itaú BBACompra R$ 17,0067,32%
SafraCompra R$ 22,50121,46%
Fontes: Research de Bradesco BBI/Ágora Investimentos. BTG Pactual, Itaú BBA e Safra

*potencial de valorização sobre o preço de fechamento anterior. Em 7 de maio de 2026, YDUQ3 encerrou cotada a R$ 10,16 na B3.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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