Allos (ALOS3): Ações sobem na bolsa após balanço do 1T26; analistas veem potencial de alta e dividendos atrativos
Negociadas dentro do índice Ibovespa, as ações da Allos (ALOS3) operam em alta nesta sexta-feira (8), um dia após a companhia divulgar que teve lucro líquido de R$ 248,3 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26).
Por volta das 10h42 (horário de Brasília), os papéis da administradora de shopping centers avançavam 1,29% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 30,68. Acompanhe o tempo real.
De acordo com o balanço reportado na noite de quinta-feira (7), a receita líquida da empresa somou R$ 692,4 milhões entre janeiro e março, expansão de 9,8% contra um ano antes.
Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 502,2 milhões, avanço de 10,2% na mesma base de comparação.
Para o BTG Pactual, a companhia trouxe números “em linha com as expectativas”, apesar dos impactos causados pelo incêndio no Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, ocorrido em janeiro.
Em relatório, a casa destacou que o Ebitda ficou 4% acima do esperado, com margem de 71%, alta anual de 35 pontos-base, impulsionada por menores despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), o que compensou os custos mais elevados relacionados ao incêndio.
Entre os indicadores operacionais, o banco ressaltou que as vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 5% em um ano, enquanto a receita das mesmas lojas (SSR) avançou 5,5%. Já a taxa de vacância encerrou o trimestre em 3,7%, queda de 40 pontos-base na comparação anual.
“Os números operacionais da Allos no primeiro trimestre foram impactados pelo incêndio no Shopping Tijuca. Excluindo esse efeito, a empresa continuou apresentando tendências saudáveis no geral”, avaliou o BTG.
“Reiteramos a nossa visão positiva para a companhia, dado que ela oferece atualmente um rendimento de dividendos de 11%, que acreditamos ser sustentável nos próximos anos, especialmente tendo em conta as suas recentes aquisições e fusões, enquanto negocia a um atrativo múltiplo de 10 vezes o FFO projetado para 2026”, acrescentou.
Com recomendação de compra, o preço-alvo do banco para as ações é de R$ 39. Considerando a cotação de R$ 30,68, o potencial de valorização é de cerca de 27%.
O que diz o Safra
O Safra também avaliou os resultados de forma positiva e afirmou que a Allos manteve um ritmo operacional resiliente no primeiro trimestre, com avanço anual “saudável” de 5,5% no SSR.
Segundo a instituição, receitas imobiliárias acima do esperado e menores despesas administrativas compensaram o aumento dos custos relacionados ao Shopping Tijuca, impulsionando um crescimento de 6% no AFFO por ação (AFFOPS).
O banco destacou ainda que as vendas totais dos lojistas subiram 4,7% na comparação anual, para R$ 9,5 bilhões, enquanto as vendas por metro quadrado aumentaram 4,1%.
“Notavelmente, excluindo o Shopping Tijuca, a empresa teria registrado um crescimento de vendas de 6,6% face ao ano anterior”, disse o Safra.
Na avaliação da casa, embora as despesas com imóveis e provisões tenham vindo acima do esperado após o incêndio, as tendências operacionais da companhia permanecem sólidas.
O banco também reiterou recomendação outperform (equivalente à compra) para ALOS3, com preço-alvo de R$ 36, o que indica potencial de alta de aproximadamente 17%, destacando a expectativa de dividend yield de 11,5% até o fim de 2026, além de uma taxa interna de retorno (TIR) real de 10,5% para os fluxos de caixa futuros da companhia.