Comprar ou vender?

Allos (ALOS3): Ações sobem na bolsa após balanço do 1T26; analistas veem potencial de alta e dividendos atrativos

08 maio 2026, 11:35 - atualizado em 08 maio 2026, 11:35
shoppings Com dividendos altos, Allos (ALOS3) mira renda recorrente e acirra concorrência com FIIs; qual é a melhor opção? (Imagem: gerada no Copilot)
Allos (ALOS3): Ações sobem na bolsa após balanço do 1T26; analistas veem potencial de alta e dividendos atrativos (Imagem: gerada no Copilot)

Negociadas dentro do índice Ibovespa, as ações da Allos (ALOS3) operam em alta nesta sexta-feira (8), um dia após a companhia divulgar que teve lucro líquido de R$ 248,3 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 10h42 (horário de Brasília), os papéis da administradora de shopping centers avançavam 1,29% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 30,68. Acompanhe o tempo real.



De acordo com o balanço reportado na noite de quinta-feira (7), a receita líquida da empresa somou R$ 692,4 milhões entre janeiro e março, expansão de 9,8% contra um ano antes.

Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 502,2 milhões, avanço de 10,2% na mesma base de comparação.

Para o BTG Pactual, a companhia trouxe números “em linha com as expectativas”, apesar dos impactos causados pelo incêndio no Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, ocorrido em janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório, a casa destacou que o Ebitda ficou 4% acima do esperado, com margem de 71%, alta anual de 35 pontos-base, impulsionada por menores despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), o que compensou os custos mais elevados relacionados ao incêndio.

Entre os indicadores operacionais, o banco ressaltou que as vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 5% em um ano, enquanto a receita das mesmas lojas (SSR) avançou 5,5%. Já a taxa de vacância encerrou o trimestre em 3,7%, queda de 40 pontos-base na comparação anual.

“Os números operacionais da Allos no primeiro trimestre foram impactados pelo incêndio no Shopping Tijuca. Excluindo esse efeito, a empresa continuou apresentando tendências saudáveis no geral”, avaliou o BTG.

“Reiteramos a nossa visão positiva para a companhia, dado que ela oferece atualmente um rendimento de dividendos de 11%, que acreditamos ser sustentável nos próximos anos, especialmente tendo em conta as suas recentes aquisições e fusões, enquanto negocia a um atrativo múltiplo de 10 vezes o FFO projetado para 2026”, acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com recomendação de compra, o preço-alvo do banco para as ações é de R$ 39. Considerando a cotação de R$ 30,68, o potencial de valorização é de cerca de 27%.

O que diz o Safra

O Safra também avaliou os resultados de forma positiva e afirmou que a Allos manteve um ritmo operacional resiliente no primeiro trimestre, com avanço anual “saudável” de 5,5% no SSR.

Segundo a instituição, receitas imobiliárias acima do esperado e menores despesas administrativas compensaram o aumento dos custos relacionados ao Shopping Tijuca, impulsionando um crescimento de 6% no AFFO por ação (AFFOPS).

O banco destacou ainda que as vendas totais dos lojistas subiram 4,7% na comparação anual, para R$ 9,5 bilhões, enquanto as vendas por metro quadrado aumentaram 4,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Notavelmente, excluindo o Shopping Tijuca, a empresa teria registrado um crescimento de vendas de 6,6% face ao ano anterior”, disse o Safra.

Na avaliação da casa, embora as despesas com imóveis e provisões tenham vindo acima do esperado após o incêndio, as tendências operacionais da companhia permanecem sólidas.

O banco também reiterou recomendação outperform (equivalente à compra) para ALOS3, com preço-alvo de R$ 36, o que indica potencial de alta de aproximadamente 17%, destacando a expectativa de dividend yield de 11,5% até o fim de 2026, além de uma taxa interna de retorno (TIR) real de 10,5% para os fluxos de caixa futuros da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar