Eleições 2026

AtlasIntel: ‘tentativas de desqualificar pesquisas por vias jurídicas são risco ao debate e à liberdade de imprensa’

19 maio 2026, 12:38 - atualizado em 19 maio 2026, 12:38
AtlasIntel rebate ação no TSE contra pesquisa divulgada pelo instituto (Divulgação/Tribunal Superior Eleitoral)

A AtlasIntel classificou como um “risco ao debate público informado e à liberdade de imprensa” as “tentativas de desqualificar pesquisas (eleitorais) por vias jurídicas, sem que haja fundamento técnico demonstrável“. A avaliação integra uma nota do instituto de pesquisa em resposta à pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19).

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“A AtlasIntel reafirma seu compromisso com a integridade da pesquisa eleitoral e com o papel essencial que levantamentos independentes e tecnicamente robustos desempenham para o funcionamento da democracia”, informa o instituto que informou ter tomado conhecimento por meio da imprensa, da representação protocolada pela coordenação jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O instituto não foi notificado oficialmente até o momento.

Ainda no documento, a AtlasIntel manifesta “plena tranquilidade diante de qualquer questionamento e está inteiramente preparada para responder com o rigor técnico e metodológico que caracteriza seu trabalho no Brasil e no exterior”. A empresa relatou que colaborará com o TSE “em tudo que for necessário e confia na análise imparcial das autoridades eleitorais competentes”.

Em relação ao mérito das alegações, a AtlasIntel informou que o teste de áudio com a mensagem entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o questionário de pesquisa são instrumentos completamente distintos, realizados em momentos e interfaces separados. O teste de áudio foi aplicado somente após a conclusão e a submissão do questionário. “Nenhum respondente teve acesso ao conteúdo do áudio antes ou durante o preenchimento da pesquisa, tampouco pôde alterar suas respostas após a sua submissão”, informou.

“Não há, portanto, qualquer mecanismo de contaminação entre os dois instrumentos, e os resultados da pesquisa não sofreram nenhum tipo de interferência. Durante o questionário, em nenhum momento o conteúdo do áudio foi reproduzido. Foram feitas perguntas para verificar o conhecimento prévio do respondente sobre o caso e se ele já havia ouvido o áudio por conta própria – o que constitui prática metodológica padrão e legítima para mensurar o nível de exposição espontânea do eleitorado a determinado tema”, informou a AtlasIntel.

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Ainda segundo o instituto de pesquisa, o teste de áudio, por sua vez, tem finalidade analítica distinta de medir, segundo a segundo, a reação de uma amostra representativa da população a conteúdos audiovisuais, com segmentação demográfica. “Todo o desenho do questionário e da dinâmica de pesquisa foi conduzido com o rigor técnico e metodológico que distingue o trabalho da AtlasIntel, sempre orientado pelos princípios de imparcialidade, transparência e qualidade dos dados”, conclui.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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