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Plano & Plano (PLPL3): Os sinais da prévia do 2T26, segundo analistas; ações têm potencial de alta de até 185%

17 jul 2026, 11:04
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Construtora avança na bolsa após 2T26 “modesto”; bancos mantêm compra e veem upside de até 185% (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da Plano & Plano (PLPL3) operam em alta nesta sexta-feira (17), um dia após a construtora divulgar sua prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26). Entre analistas, a avaliação é de que os números vieram “modestos”.

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Por volta das 10h30 (de Brasília), os papéis da companhia avançavam aproximadamente 1,89% na bolsa de valores, negociados a R$ 8,08.

A título de comparação, no mesmo horário, o IBOV, principal indicador da B3, recuava 0,11%, aos 173.630 pontos. Acompanhe o movimento em tempo real.



O 2T26 da Plano & Plano

Entre abril e junho, a construtora reportou lançamentos de R$ 781 milhões, queda de 34% no comparativo anual, distribuídos em cinco projetos que somaram 3.138 unidades.

Segundo a prévia operacional, o preço médio dos lançamentos foi de R$ 263,2 mil, recuo de 48% em relação ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

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As vendas líquidas, por sua vez, totalizaram R$ 828 milhões (% da companhia), um avanço de 7% ante um ano antes.

De acordo com a própria a companhia, 84,7% dos lançamentos ocorreram no último mês do trimestre, o que impactou o ritmo de vendas no período.

Os distratos alcançaram R$ 61 milhões entre abril e junho, queda de 42% na base anual, enquanto o consumo de caixa ficou em R$ 103 milhões.

O que diz o BBI

Para o Bradesco BBI, os números vieram “levemente negativos”, já que, apesar da melhora das vendas líquidas em relação ao mesmo período de 2025, os dados não devem alterar a postura mais cautelosa dos investidores em relação à companhia, diante do menor volume de lançamentos e de mais um trimestre de consumo operacional de caixa.

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“Destacamos que o covenant de endividamento da Plano & Plano é calculado pela relação entre dívida líquida somada às obrigações com terrenos e patrimônio líquido, com limite máximo de 0,8 vez. No 1T26, esse indicador encerrou em 0,78 vez e pode apresentar deterioração após o consumo de caixa do 2T26, embora não esperemos quebra do covenant neste trimestre”, comentou o banco.

“Ainda assim, o tema merece atenção, pois pode limitar parcialmente o ritmo de lançamentos ao longo de 2026, uma vez que as obrigações com terrenos são reconhecidas à medida que novos projetos são lançados”, acrescentou.

De acordo com o BBI, as ações da construtora acumulam queda de 40% no ano, pressionadas por revisões negativas nas estimativas de lucro por ação.

“Seguimos vendo visibilidade limitada para uma melhora mais consistente da trajetória de resultados no curto prazo.

BTG Pactual mantém compra

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O BTG Pactual, por sua vez, afirmou que a Plano & Plano divulgou “resultados modestos” em sua prévia, com lançamentos e vendas em linha com as expectativas, mas com consumo de caixa R$ 50 milhões acima do projetado.

Segundo o banco, a piora ocorreu devido a atrasos nos recebimentos do programa habitacional “Pode Entrar (da Prefeitura de São Paulo), de aproximadamente R$ 50 milhões, e na cessão de recebíveis de clientes com renda informal, de cerca de R$ 35 milhões.

Apesar disso, a casa destacou que, entre abril e junho, a companhia lançou R$ 826 milhões em VGV, queda de 41% na comparação anual, mas em linha com a projeção. Todos os lançamentos foram enquadrados na Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

O BTG também ponderou que a velocidade de vendas (VSO) ficou em 19% no 2T26, estável em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha sido impactada pela concentração dos lançamentos no último mês do trimestre.

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“Apesar da dinâmica de resultados mais fraca no curto prazo, mantemos nossa recomendação de compra para a ação, pois continuamos vendo uma perspectiva bastante positiva para o Minha Casa, Minha Vida e acreditamos que a Plano & Plano deverá recuperar sua rentabilidade em breve”, afirmou o banco.

“Pretendemos revisar nossas estimativas para a construtora após um primeiro semestre de 2026 mais fraco, mas reiteramos nossa recomendação de compra”, prosseguiu.

O preço-alvo do BTG para os papéis é de R$ 23, o que representa potencial de valorização (upside) de aproximadamente 184% frente aos níveis atuais.

Safra vê resultados mistos

Já o Safra avaliou que a Plano & Plano apresentou “números mistos”. Segundo o banco, apesar de uma retração de 34% ano a ano nos lançamentos — atribuída à suspensão de alvarás de construção —, as vendas líquidas ficaram em linha com as estimativas, “impulsionando um sólido VSO trimestral de 19%”.

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Por outro lado, a casa destacou, assim como o BTG, que a queima de caixa operacional, que atingiu R$ 103 milhões, ficou R$ 47 milhões acima do esperado.

“Apesar da retração nos lançamentos, que tiveram maior concentração em junho, as vendas líquidas da companhia ainda apresentaram alguma melhora. No entanto, a queima de caixa acima do projetado pode pesar sobre o sentimento do mercado”, afirmou o Safra.

“Embora continuemos a preferir outras empresas do segmento de baixa renda com menos entraves e maior visibilidade de lucros, mantemos nossa recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações, dado o valuation atrativo de 3,3 vezes o P/L (preço/lucro) projetado para 2027, um desconto de 37% em relação aos pares”, acrescentou.

O preço-alvo do banco para os papéis é de R$ 12, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 48,5%.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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