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Cury dispara quase 7% após resultado do 1T26; confira o que agradou os analistas

13 maio 2026, 12:37 - atualizado em 13 maio 2026, 12:43
Cury (CURY3) (Imagem: divulgação)
Cury (CURY3) (Imagem: divulgação)

As ações da Cury (CURY3), uma das principais construtoras do Minha Casa Minha Vida, despontam como a segunda maior alta do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (13), chegando a saltar 6,94% (R$ 32,52), na máxima, após o resultado considerado sólido pelo mercado no primeiro trimestre de 2026 (1T26).

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A construtora reportou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no período, um avanço de 41,9% em relação ao mesmo período de 2025. A melhora reflete o ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com a subida de preços e manutenção de custos sob controle. A junção desses fatores ajudou a impulsionar a receita e diluir as despesas.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, alta de 1,8 de ponto porcentual.

Por volta das 12h08 (horário de Brasília), a CURY3 avançava 5,82%, a R$ 32,18. Já o Ibovespa recuava 0,04%, aos 180.268,39 pontos.



Na avaliação dos analistas, o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) elevado, fluxo de caixa livre (FCF) sólido e anúncio de dividendos atrativos foram alguns dos principais destaques positivos da Cury. O BTG Pactual, XP Investimento e Itaú BBA têm recomendação de compra para o papel.

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Melhor do que o esperado

Para o BTG Pactual, a Cury reportou um balanço sólido no 1T26, com forte expansão do demonstrativo de resultados na base anual, ROE de 79,5%, um avanço de 12% ante o mesmo período de 2025, e lucro por ação (EPS) acima das estimativas do banco e do consenso do mercado.

O EPS alcançou R$ 0,98, um avanço anual de 33% e 7% acima da projeção do BTG. Isso, segundo o banco, devido a uma receita ligeiramente maior e despesas administrativas e comerciais (SG&A) abaixo do esperado.

Além disso, o banco considera a geração de fluxo de caixa livre sólida, de R$ 91 milhões, impulsionada por maiores cessões de recebíveis para bancos. Consequentemente, a construtora manteve seu balanço patrimonial robusto e encerrou o trimestre com posição líquida de caixa de R$ 407 milhões.

O BTG menciona também que a margem do backlog permaneceu elevada, apesar de a Cury ter ajustado os custos de construção ainda a incorrer em alguns projetos, em função das pressões inflacionárias.

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A companhia ainda anunciou a distribuição de R$ 160 milhões em dividendos, a serem pagos em 28 de maio, com as ações passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir de 18 de maio. No ano, a Cury acumula R$ 300 milhões em dividendos anunciados em 2026.

“Assim, esperamos uma reação positiva do mercado aos resultados do 1T, já que os investidores pareciam excessivamente pessimistas quanto aos potenciais impactos dos custos de construção sobre as margens da Cury”, afirma o BTG.

O banco reitera a recomendação de compra pela performance muito boa do segmento do Minha Casa Minha Vida; execução impecável da construtora; e ação negociada a um múltiplo atrativo de cerca de 7x o múltiplo de preço e lucro (P/L) projetado para 2026.

O BTG tem preço-alvo de R$ 44 para CURY3, o que implica um potencial de valorização de 44,7% em relação ao fechamento anterior (12).

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Lucro por ação e fluxo de caixa livre brilham no 1T26

Na avaliação do Itaú BBA, a Cury reportou resultados sólidos no 1T26, com o EPS ficando 8% acima das suas estimativas, impulsionado por fortes vendas e reconhecimento de receita, além de despesas comerciais abaixo do esperado. O banco cita ainda o fluxo de caixa livre (FCF) também acima das projeções.

“Mais importante, a margem bruta recuou 130 pontos-base trimestre contra trimestre, para 39,0%, já refletindo premissas mais elevadas de inflação de custos de construção incorporadas aos orçamentos dos projetos — um movimento amplamente antecipado e temido pelo mercado. Ainda assim, a margem do backlog caiu apenas 40 pontos-base na comparação trimestral, permanecendo em sólidos 42,9%”, afirma.

Segundo o BBA, embora a magnitude da inflação dos custos de construção em 2026 permaneça altamente incerta devido a possíveis efeitos secundários da alta do petróleo sobre materiais de construção — especialmente se o conflito persistir por mais tempo —, a resiliência das margens do backlog é encorajadora, dado o cenário já desafiador.

“Apesar de a Cury continuar entre as construtoras de baixa renda mais expostas a esse ciclo de custos, acreditamos que sua execução de primeira linha deve continuar sustentando vendas resilientes e aumentos de preços capazes de compensar parte da pressão sobre margens”, considera o BBA.

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Além disso, o banco de investimentos menciona que o valuation continua atrativo demais para ser ignorado, com múltiplos de P/L ajustados estimados de 7,7x e 5,5x para 2026 e 2027, respectivamente.

O BBA mantém preço-alvo de R$ 38, o que implica um potencial de valorização de 43% ante o último fechamento.

Cury segue como top pick

A XP Investimentos considerou que o balanço da Cury superou as expectativas já elevadas da corretora, em especial pelo forte crescimento de receita e resiliência da margem bruta; expansão do backlog e margens de backlog sustentáveis; e controle de despesas melhor que o esperado.

“Em conjunto, isso continua impulsionando níveis significativamente atrativos de ROE para a companhia, que atingiu 79,5% (+12 p.p.), destacando-se entre os pares do setor e justificando um valuation com prêmio”, afirma a corretora.

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A XP também destaca a forte geração de caixa, que permitiu a distribuição de R$ 160 milhões em dividendos, o que foi considerado muito atrativo pelos analistas Ygor Altero e João Rodrigues.

Assim, a corretora mantém a Cury como top pick do setor, devido a fatores como:

  • Crescimento de lucro por ação;
  • Geração de caixa;
  • Distribuição de dividendos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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