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Moura Dubeux (MDNE3) sobe 2% após lucro recorde no 1T26; é hora de comprar?

07 maio 2026, 11:57 - atualizado em 07 maio 2026, 11:57
Moura Dubeux construtoras incorporadoras construção civil
Moura Dubeux (MDNE3) registra lucro recorde no 1T26 e supera expectativas; é hora de comprar ou vender? (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da Moura Dubeux (MDNE3) operam em alta nesta quinta-feira (7), um dia após a empresa divulgar que teve lucro líquido de R$ 155,5 milhões nos primeiros três meses de 2026 (1T26), o maior resultado já registrado pela incorporadora em um único trimestre.

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Os papéis chegaram a subir mais de 2% na abertura do pregão, cotados a R$ 31,29 na máxima. Porém, perderam força ao longo da manhã, e, por volta das 11h26 (horário de Brasília), avançavam perto de 1%, a R$ 31,09. Acompanhe o tempo real.



De acordo com o balanço divulgado na noite quarta-feira (6), a receita líquida da incorporadora recifense somou R$ 627 milhões entre janeiro e março, expansão de 43% frente aos R$ 438 milhões apurados um ano antes.

Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 168,4 milhões, avanço de 89% na mesma base de comparação.

Para o analista Caio Nabuco de Araujo, da Empiricus Research, os números vieram acima das expectativas do mercado e mostraram continuidade do forte ciclo operacional da companhia observado nos últimos trimestres.

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Segundo ele, o avanço da receita foi impulsionado principalmente pelo modelo de condomínio, com destaque para o reconhecimento de receitas ligadas à comercialização e urbanização de terrenos.

Esse fator, na visão de Araujo, ajudou a elevar a rentabilidade da incorporadora: a margem bruta ajustada alcançou 41,9%, avanço de 6,3 pontos percentuais na comparação anual e de 8,2 pontos frente ao trimestre anterior.

“De forma geral, os resultados reforçam o bom momento da empresa, sustentado pelo modelo de condomínio, elevada eficiência operacional e boa dinâmica comercial [vendas] no Nordeste”, escreveu o analista, em relatório.

O modelo de condomínio da Moura Dubeux, cabe ressaltar, funciona no regime de construção a preço de custo, em que os compradores financiam diretamente a obra.

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Na prática, diferentemente da incorporação tradicional, o formato reduz a necessidade de capital próprio e a exposição do caixa da companhia.

Desempenho operacional

Em termos operacionais, a empresa lançou oito projetos no 1T26, que somaram R$ 1,3 bilhão em valor geral de vendas (VGV) líquido — mais que o triplo do volume registrado no mesmo período de 2025.

Os distratos (cancelamentos), por sua vez, totalizaram R$ 44,5 milhões, uma queda de 22,5% frente aos R$ 57,4 milhões apurados um ano antes — níveis considerados “reduzidos” por Araujo.

Já o índice de velocidade de vendas (VSO) líquido ficou em 21,5% no trimestre e em 52,4% na janela de 12 meses, indicando, segundo o analista, “boa velocidade de absorção, mesmo diante do maior volume de lançamentos”.

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O 1T26 também marcou a entrada da Ún1ca, marca da Moura Dubeux voltada ao segmento econômico, em duas SPEs ligadas à joint venture com a Direcional (DIRR3), ampliando a presença da companhia no Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

De acordo com Araujo, negociando a um múltiplo preço/lucro (P/L) de 5 vezes para 2026, os papéis MDNE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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O que diz o BTG Pactual

Na mesma linha, o BTG Pactual avaliou que a Moura Dubeux entregou “fortes resultados em todos os aspectos”.

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Segundo o banco, a receita líquida ficou 5% acima das projeções, enquanto a margem bruta ajustada superou as estimativas em 420 pontos-base, impulsionada pelo reconhecimento das taxas de comercialização de terrenos.

A casa também destacou que o lucro por ação (LPA) totalizou R$ 1,66 entre janeiro e março, alta anual de 99% e 13% acima das projeções.

Queima de caixa e alavancagem

A Moura Dubeux reportou queima de caixa de R$ 124 milhões no primeiro trimestre, o que, segundo o BTG, era esperado uma vez que a empresa tem expandido suas operações, o que exige mais capital para a compra de terrenos.

Ao final de março, a incorporadora apresentava dívida líquida de R$ 83,6 milhões, recuo de 74,2% em relação ao 4T25, quando estava em R$ 324 milhões.

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Vale destacar que, no início deste ano, a companhia concluiu sua oferta pública primária de ações, com preço de R$ 25 por papel e captação total de R$ 482,6 milhões.

“Considerando dividendos, recompras de ações e a oferta concluída em fevereiro, a dívida líquida encerrou o trimestre em um nível baixo, implicando uma alavancagem de apenas 4%”, avaliou o banco.

“Os resultados do 1T26 foram fortes, com margens robustas e LPA acima das estimativas do consenso. Por isso, esperamos uma reação positiva do mercado hoje”, acrescentou.

“Mantemos visão positiva para MDNE3, pois o segmento dos condomínios está apresentando um bom desempenho, a empresa está aumentando sua exposição ao segmento MCMV, mantendo uma estrutura de capital enxuta, além de estar sendo negociada a apenas 5,5 vezes o múltiplo P/L estimado para 2026.”

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A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 44, o que indica potencial valorização de cerca de 43%.

O que diz a XP

Na mesma linha, a XP Investimentos classificou os resultados da Moura Dubeux como “sólidos”, destacando surpresa positiva no lucro líquido, que ficou 20,2% superior às projeções.

Além disso, segundo a corretora, a receita líquida ficou 5,8% acima das estimativas, impulsionada pela forte expansão das receitas brutas do segmento de condomínios, que avançaram 153,1% em um ano, compensando a queda no nicho de desenvolvimento, que foi de -18,2%.

A casa também manteve recomendação de compra para as ações MDNE3, com preço-alvo de R$ 38, o que representa potencial alta de 23% frente à cotação atual.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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